domingo, 24 de julho de 2011

Este governo traz "favores e empregos para os amigos"

Numa sessão ao ar livre no Furadouro, Francisco Louçã criticou a escolha do governo de colocar militantes do PSD e CDS na administração da Caixa Geral de Depósitos. O Bloco insiste na necessidade de renegociar a dívida e diz que o governo erra em agravar a recessão.
Louçã critica escolha dos "boys" do PSD e do CDS para a administração da Caixa
Louçã critica escolha dos "boys" do PSD e do CDS para a administração da Caixa. Foto bill lapp/Flickr
“Não havia ‘jobs for the boys’, não havia favorecimento, não havia amigos. Pois não havia. Quem é que é o vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos? É o dr. Nogueira Leite, um vice-presidente do PSD. Quem é que o acompanha na administração da Caixa Geral de Depósitos? Um ex-secretário de Estado do CDS”, afirmou Louçã na primeira das sessões públicas ao ar livre que o Bloco promove durante o verão.
As ligações do administrador da Caixa agora nomeado ao ramo saúde do grupo Mello, numa altura em que a Caixa pode vender as empresas que detém nesta área, também foi sublinhada nesta sessão por Louçã: "O mundo é muito pequeno, nos negócios e no favorecimento entre a política e os interesses, mas não pode ser assim”.
O coordenador do Bloco começou a sessão referindo-se aos atentados “de uma crueldade imensa” da véspera em Oslo. “Creio que qualquer pessoa sente a dor daquelas famílias, daqueles jovens que foram chacinados, numa mortandade inexplicável, de uma violência enorme, como são todos estes episódios”, explicou Louçã.
Referindo-se à cimeira europeia dos dias anteriores, Louçã afirmou que hoje se verifica que o Bloco teve razão ao exigir a renegociação da dívida. "É vantajoso que os juros baixem e a renegociação é necessária porque não podemos pagar juros abusivos. Uma economia pior, que fica a dever mais dinheiro após anos de sacrifícios, não pode resolver os problemas do país", afirmou o dirigente bloquista.
Pedro Filipe Soares também interveio na sessão sobre algumas das Parcerias Público-Privadas que têm arruinado as contas públicas. O deputado do Bloco eleito por Aveiro lembrou que a Ascendi recebeu 2 mil milhões de euros nos últimos dez anos pela gestão das SCUT A25 e A29. "Para as pessoas, todo o saque. Para a Ascendi, todo o lucro", rematou.
O deputado municipal do Bloco em Aveiro abriu a sessão pública afirmando que o Bloco está "aberto ao diálogo com as pessoas e presta contas junto das populações" e reforçou a ideia de que com este governo "são os trabalhadores que estão a pagar a crise de quem investe na bolsa".

Assembleia da Madeira recusa discutir acumulação de salários e pensões dos políticos

O parlamento regional alegou os "direitos adquiridos" dos políticos madeirenses para devolver ao Bloco de Esquerda o projecto para alargar à Região o mesmo regime que é praticado em todo o país desde o início do ano.
Alberto João também acumula salário mais pensão todos os meses.
Alberto João também acumula salário mais pensão todos os meses.
“Isto é uma ofensa e o Bloco vai levantar bem alto esta bandeira da defesa da decência contra aqueles que recebem pensões e acumulam com vencimentos”, afirmou Roberto Almada, o coordenador regional do Bloco/Madeira em conferência de imprensa este sábado.
A proposta do Bloco para acabar com a situação de excepção de que gozam os políticos madeirenses esbarrou na posição da Mesa da Assembleia, que defende que ela vai contra os "direitos adquiridos" previstos no Estatuto Político-Administrativo da Madeira, que só pode ser alterado por iniciativa da Assembleia Regional.
Naturalmente, é entre a maioria que domina o parlamento regional há três décadas que se encontram os principais beneficiários desta situação. Alberto João Jardim e Miguel Mendonça, respectivamente líderes do Governo e da Assembleia Regional, são dos que auferem mais de 10 mil euros mensais entre salário e pensões acumuladas. Uma situação "imoral e injusta", na opinião de Roberto Almada, para quem a aprovação desta proposta "não resolverá os graves problemas da Madeira, mas seria um importante contributo na credibilização da política e dos políticos".
Segundo o jornal Público, a Caixa Geral de Aposentações notificou no final de Maio quatro dezenas de políticos, gestores públicos e autarcas para devolverem as pensões recebidas desde a entrada em vigor da lei que proíbe as acumulações. Embora nenhuma das entidades responsáveis o confirme, a CGA terá depois declarado sem efeito o ofíco anterior.

Médico da PSP sob investigação

O governo pediu uma investigação ao médico que deu 24 baixas até 5 dias aos polícias solidários com os colegas condenados por violência na esquadra das Mercês, em Lisboa. A Ordem dos Médicos está "preocupada".
O mesmo médico deu 24 baixas no mesmo dia a agentes da PSP. A Ordem dos Médicos vai investigar.
O mesmo médico deu 24 baixas no mesmo dia a agentes da PSP. A Ordem dos Médicos vai investigar. Foto Fabio Floriano/Flickr
"É preciso saber em que circunstâncias foram passados estes atestados médicos, se tiveram uma justificação válida ou se, pelo contrário, foram emitidos atestados de complacência (passados a pedido da pessoa e sem justificação clínica consistente), que são proibidos pelo Código Deontológico", disse ao jornal Sol o bastonário José Manuel Silva.
O bastonário também afirma que se foi o mesmo médico a passar vários atestados, "esse clínico teria obrigação de perceber que a situação era suspeita". Ao todo foram 34 os agentes que pediram baixa no mesmo dia, em protesto contra a condenação de dois colegas de esquadra a 4 anos de prisão efectiva. A sentença inédita diz respeito a agressões sofridas na esquadra das Mercês, no Bairro Alto lisboeta, por um estudante alemão em Julho de 2008. Há pelo menos mais três investigações a correr no DIAP sobre outros casos de violência policial naquela esquadra.
Segundo o Diário de Notícias, o pedido de investigação partiu do Ministério da Administração Interna, que deu instruções ao director nacional da PSP, Guedes da Silva, para pedir à Ordem dos Médicos uma investigação sobre o caso ocorrido no passado dia 15 de Julho. A maior parte dos agentes terão conseguido uma baixa de um dia, mas outros tiveram direito a três e cinco dias. Nesse período, o patrulhamento da zona do Bairro Alto teve de ser assegurado por agentes de outras esquadras do centro de Lisboa.

sábado, 23 de julho de 2011

Neonazis suspeitos dos atentados na Noruega

A polícia já excluiu a hipótese de terrorismo internacional e estabeleceu a ligação entre o suspeito preso e os dois ataques que provocaram pelo menos 92 mortos e muitos feridos graves.
Atentados na Noruega fizeram pelo menos 16 mortos.
Atentados na Noruega fizeram pelo menos 16 mortos. Foto Holm Morten
O suspeito dos ataques claramente dirigidos politicamente é norueguês e segundo a polícia terá ligações a um meio circunscrito adversário do sistema político, a terminologia usada para referências aos movimentos neonazis e de extrema-direita.
Esta sexta à tarde, uma bomba explodiu junto à sede do governo em Oslo, fazendo sete mortos e nove feridos graves. Pouco depois, pelo menos um atirador semeou o pânico a poucos quilómetros da capital, no acampamento dos jovens do partido trabalhista, com 85 mortos confirmados. No local do acampamento foram também encontrados explosivos por detonar.
A polícia norueguesa prendeu um suspeito do ataque ao acampamento desta se e diz já ter estabelecido uma ligação entre os dois ataques. O suspeito é norueguês, o que afasta a hipótese de um atentado com origem internacional.
O edifício do governo ficou muito destruído quando uma ou mais bombas explodiram por volta das 15h30 locais. O primeiro-ministro trabalhista Jens Stoltenberg não se encontrava no local e veio mais tarde classificar a situação de "muito grave".
A vinte quilómetros da capital, realizava-se o acampamento dos jovens do partido trabalhista, quando um atirador disparou sobre os presentes.

Maioria de direita aprova imposto sobre 13º

PSD e CDS votam no Parlamento a “contribuição especial” que incide sobre 50% do valor do 13º salário acima do mínimo. Bloco desafia governo a aceitar uma alteração que permita taxar juros e dividendos. Proposta de auditoria à dívida também foi rejeitada.
Vítor Gaspar justificou a necessidade do imposto extraordinário com a crise económica, financeira e orçamental. Foto EPA/MARIO CRUZ
A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira, na generalidade, a proposta de lei do governo para a criação de uma sobretaxa em sede de IRS, que representa um corte, a favor do Estado, do valor correspondente a 50% do subsídio de natal (décimo terceiro mês ou prestação correspondente) e que incide sobre trabalhadores dependentes, independentes e pensionistas, deixando de fora os rendimentos de juros e dividendos.
A proposta de lei teve os votos favoráveis do PSD e do CDS, e os votos contra do PS, PCP, Bloco de Esquerda e Verdes.
Vários deputados da maioria anunciaram a apresentação de declarações de voto, em especial os deputados do PSD eleitos pelo círculo da Madeira, e também o deputado do CDS José Manuel Rodrigues, que considera que esta proposta pode ser inconstitucional.
A proposta de lei passa agora a debate e votação na Comissão de Orçamento e Finanças, antes de regressar a plenário para a votação final.
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, justificou a necessidade do imposto extraordinário com a crise económica, financeira e orçamental em que vive o país. “Parece-me que é completamente ilusório negar essa realidade", disse, argumentando que tomar medidas só em último recurso “significa tomar medidas demasiado tarde, tomar medidas demasiado tímidas e, consequentemente, ir de PEC em PEC até ao desastre final".
Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, reagiu a estas palavras do ministro: “Não nos diga que isto vai ser de imposto extraordinário em imposto extraordinário até o desastre final. Porque a recessão está aí.” O deputado bloquista desafiou o governo a apoiar uma alteração proposta pelo seu partido "que permita taxar quer os juros quer os dividendos", obrigando a que estes sejam incluídos na declaração anual de IRS – desafio que não teve resposta por parte do ministro das Finanças.
Auditoria rejeitada
Foi também reprovada a proposta do Bloco de Esquerda de criação de uma comissão parlamentar eventual para realizar uma auditoria à dívida externa portuguesa. A proposta teve os votos a favor do Bloco, do PCP e do deputado socialista Pedro Nuno Santos, ex-secretário-geral da Juventude Socialista. Os Verdes abstiveram-se e PS, PSD e CDS votaram contra.
Para o Bloco, o conhecimento detalhado da natureza da dívida externa portuguesa, que inclui a dívida do Estado e a dos privados, dos seus prazos, juros, contratos, instituições credoras e devedoras, "é uma exigência democrática elementar que os contribuintes têm o direito de ver satisfeita". Segundo a proposta, uma comissão parlamentar sistematizaria essa informação, em colaboração com o governo e entidades como o Banco de Portugal, o Instituto Nacional de Estatística e o Tribunal de Contas, e apresentaria um relatório no prazo de 90 dias.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Preço dos transportes aumenta 15% em Agosto

Os bilhetes e os passes sociais dos transportes públicos vão aumentar 15 por cento, em média, já a 1 de Agosto. Para atingir aquele valor médio, existirão preços que subirão 25 por cento. Federação sindical dos transportes, Bloco de Esquerda e PCP já condenaram os aumentos.
Foto de Paulete Matos
Foto de Paulete Matos
Depois do corte no subsídio de Natal, o Governo decide aumentar significativamente os preços dos transportes públicos. Segundo o Diário Económico, o Governo vai comunicar nesta quinta feira às empresas de transportes públicos que tanto os bilhetes como os passes sociais deverão sofrer um aumento médio de 15% já no dia 1 de Agosto, prevendo-se que existam preços que subirão até 25%.
Segundo o jornal, o Governo quer também rever a noção de serviço público, para reduzir ou até eliminar algumas carreiras de transporte.
O Governo já confirmou que decidiu aumentar os preços de transportes públicos, 15% em média. Segundo a agência Lusa, o despacho do Governo refere: “É fixada em 15 por cento a percentagem máxima de aumento médio nos preços actualmente praticados para os títulos intermodais e combinados das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, para os títulos dos transportes rodoviários urbanos de Lisboa e do Porto, para os transportes ferroviários até 50 quilómetros e para os transportes fluviais”. O Governo fixou ainda em 2,7% a percentagem máxima de aumento médio nos preços dos títulos dos transportes colectivos rodoviários interurbanos até 50 km. O Governo decidiu ainda criar um “título de transporte a preços reduzidos”, destinado a “agregados familiares de menores rendimentos”, que será implementado a 1 de Setembro.
O dirigente sindical da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), Vítor Pereira, declarou à agência que este aumento dos preços dos transportes públicos é “um assalto aos bolsos dos portugueses” e “penalizador” para as empresas.
O Bloco de Esquerda e o PCP também condenaram estes aumentos, tendo o deputado Pedro Filipe Soares do Bloco de Esquerda declarado à TSF que este “não é um aumento qualquer e é muito acima da taxa de inflação” e concluiu afirmando: “É abusivo neste contexto económico, mas abusivo também pelos seus valores. Criará ainda mais dificuldades aos portugueses que já estão sujeitos a tantas dificuldades no seu dia-a-dia”.
Sendo o aumento do preço dos transportes uma das medidas impostas pelo acordo com a troika, trata-se de mais uma medida brutal de agravamento das condições de vida da maioria da população e, em particular, dos sectores de trabalhadores mais pobres.

“Esqueçam o programa e todas as promessas do Governo”

Trinta dias. Um mês. Foi o tempo que passou desde que o governo tomou posse, mas o tempo suficiente para percebermos a sua mensagem: “Esqueçam tudo o que dissemos na campanha”.
Hoje é um dia muito importante para o Parlamento. Foi hoje que ficámos a saber que, para os deputados, não se aplicam as leis que os próprios deputados aprovaram. Estamos em tempo de relativismo absoluto. Todos os dias se aprende e aprendemos que vale tudo. Por isso é também sem surpresa que descobrimos mais relativismo, desta vez pela prestimosa acção do Governo.
Trinta dias. Um mês. Foi o tempo que passou desde que o governo tomou posse, mas o tempo suficiente para percebermos a sua mensagem: “Esqueçam tudo o que dissemos na campanha”. Tem sido este o mote do primeiro mês de governo.
Lembram-se do compromisso, do programa de governo, que assumia a necessidade de “despartidarizar o aparelho de Estado”? Esqueçam. Agora é o conselheiro nacional do PSD e dos principais conselheiros de Passos Coelho que é nomeado para número dois da Caixa Geral de Depósitos, no mais puro estilo jobs for the boys.
Lembram-se do compromisso de não aumentar os impostos e, se fosse mesmo, mesmo necessário, nunca os dos rendimentos do trabalho? Esqueçam. Agora é um novo imposto para levar, por precaução, metade do subsídio de natal.
Lembram-se da “ética na austeridade” e de como as contas seriam equilibradas com os cortes no “Estado gordo”? Esqueçam. Agora é aumento de impostos para quem, recebendo 500 euros, sobrevive com dificuldade e, por cima disso, um aumento de 15% dos transportes públicos. Os cortes, esses, parecem ter ficado pelo corte e costura das gravatas no ministério da agricultura.
Em tudo o mesmo denominador comum. O rasgar mais despudorado dos compromissos eleitorais. Esqueçam tudo o que os governantes disseram em campanha.
Voltemos, então, às nomeações para a Caixa Geral de Depósitos.
Nogueira Leite, até aqui administrador executivo do maior grupo privado no sector da saúde, transita directamente para a Caixa Geral de Depósitos no preciso momento em que esta vai privatizar os seus interesses na área da saúde.
Não é só o jobs for the boys que está em causa, é também garantir que os boys estão no sítio certo na altura certa do negócio errado. Como já tínhamos como ministro da Saúde um anterior responsável pelo maior seguro privado na saúde, digamos que PSD e CDS parecem interessados em estender a lógica conflituante de colocar à frente de interesses públicos quem geria negócios privados nesses mesmos sectores.
Onde, na campanha e no programa de governo se falava em “despartidarizar o aparelho de Estado”, acabamos agora na mais completa confusão entre Estado e partido e na já habitual promiscuidade entre interesse público e negócios privados.
Mas a diferença entre o discurso e a realidade não se fica pelas nomeações e alastrou a todos os ministérios.
O aumento de 15% nos tarifários dos transportes públicos é escandaloso e inaceitável. Estamos a falar de um aumento quase 5 vezes superior ao da inflação. E numa altura em que o preço internacional do petróleo está a descer. Nada justifica esta medida que não o extremismo ideológico do Governo e da troika, determinados a provocar uma redução brutal dos rendimentos do trabalho.
Este aumento do preço dos transportes públicos nega direitos básicos de mobilidade às famílias, aos trabalhadores, a toda a população. Quando diminui o rendimento das famílias, - menos salários, menos pensões, menos apoios sociais, mais impostos, - os transportes públicos sofrem um aumento de preços incomportável.
Este aumento é, de facto, um imposto encapotado sobre os rendimentos do trabalho e afecta de igual maneira tarifas e passes sociais. Está portanto em causa a própria existência de passe social. Diz o Governo que quem não tem dinheiro será protegido e apenas “quem mais pode” sofrerá o aumento. Demagogia.
Já percebemos, na primeira medida deste Governo, quem são os que “mais podem” na sua curiosa definição de ética social. É quem recebe 500 euros ou um pouco mais e, por isso mesmo, tem que viver a quilómetros e quilómetros do seu local de trabalho.
Empurraram-se as famílias para os subúrbios com os preços especulativos da habitação no centro das cidades. E agora, com o aumento escandaloso dos passes sociais, retira-se até aos trabalhadores e trabalhadoras a possibilidade de se deslocarem de casa para o trabalho.
Esta medida, além de profundamente anti-social, acarreta ainda fortes impactos ambientais e consequências ao nível da mobilidade nos centros urbanos e mesmo no défice comercial do país.
Ficámos hoje a saber, pelo INE, que pela primeira vez a energia gasta pelo transporte privado já representa mais de metade do consumo de energia do país. E em vez de tentar reduzir o défice gigantesco que Portugal tem nesta área, o que faz o governo? Aumenta os transportes e favorece a utilização individual do carro.
O alcance das consequências negativas desta medida não pode ser iludido. O Bloco de Esquerda decidiu hoje, por isso mesmo, solicitar a audição urgente do Ministro da Economia e do Emprego na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas, para esclarecer os deputados e o país sobre o futuro dos transportes colectivos e do passe social.
Não esquecemos o que disseram. Não esquecemos quem são os boys nem os seus políticos. E não esquecemos as vítimas: quem paga impostos que não existiam em campanha eleitoral e quem paga custos sociais que não merece.
Declaração política na Assembleia da República a 21 de Julho de 2011

Nogueira Leite será vice-presidente da CGD

O conselheiro nacional do PSD e conselheiro de Passos Coelho vai ser nomeado vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. Numa declaração na AR, a deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins considera que esta nomeação é no “mais puro estilo jobs for the boys”.
Nogueira Leite vai para vice-presidente da CGD
Nogueira Leite vai para vice-presidente da CGD
A Caixa Geral de Depósitos vai ter novos gestores e uma nova forma de organização da administração, passando a ter uma presidência não executiva e uma comissão executiva. Para a presidência não executiva (chairman) do banco público irá o actual presidente Faria de Oliveira, para a presidência executiva irá José Agostinho de Matos, actualmente vice-governador do Banco de Portugal.
A grande novidade nesta administração é, no entanto, o seu vice-presidente: António Nogueira Leite, conselheiro nacional do PSD e conselheiro do seu líder, Pedro Passos Coelho. A deputada Catarina Martins do Bloco de Esquerda, na declaração política que fez nesta quinta feira na Assembleia da República, lembrou que Nogueira Leite é actualmente administrador executivo do maior grupo privado português no sector da saúde.
A deputada considerou que a nomeação de Nogueira Leite revela que “não é só o jobs for the boys que está em causa, é também garantir que os boys estão no sítio certo na altura certa do negócio errado”.

Trabalhadores da Moveaveiro em greve parcial contra atraso no pagamento de salários

Os trabalhadores da Moveaveiro, empresa municipal de transportes de Aveiro, realizaram uma greve parcial de 2 horas em cada turno, para protestar contra o atraso no pagamento dos salários, que deviam ter sido pagos até 20 de Julho.
Autocarro da Moveaveiro, empresa municipal de transportes de Aveiro
Autocarro da Moveaveiro, empresa municipal de transportes de Aveiro
Segundo o acordo de empresa, os trabalhadores da Moveaveiro devem receber o salário até ao dia 20 de cada mês. Em Abril e Maio os trabalhadores fizeram quatro dias de greves parciais, devido ao atraso no pagamento dos salários. Em Junho, os salários foram pagos atempadamente. Agora, no mês de Julho, os salários voltaram a não ser pagos até ao dia 20.
Perante esta situação, os trabalhadores da empresa iniciaram nesta quinta feira uma greve parcial de duas horas no início de cada período de trabalho, até que seja pago o vencimento do mês.
Jaime Ferreira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), declarou à Lusa que a greve registou uma adesão de 100 por cento no primeiro turno desta quinta feira, não tendo circulado autocarros na cidade de Aveiro entre as 6 horas e as 8 horas, prevendo-se novas perturbações na circulação entre as 12h e as 13h e entre as 15h e as 16h.

Dívida directa do Estado dispara para 99,8% do PIB

A dívida directa do Estado atingiu, em Junho deste ano, o montante de 172,4 mil milhões de euros, cerca de 99,8% do PIB. O défice público triplicou entre Maio e Junho de 2011.
Euros - Foto de Tabbo/Flickr
Euros - Foto de Tabbo/Flickr
Entre Maio e Junho de 2011, a dívida do Estado português subiu 9%. Nos primeiros seis meses de 2011, a dívida cresceu cerca de 14% em relação a igual período de 2010. Segundo o “Diário Económico”, nunca a dívida directa do país atingiu uma taxa de crescimento tão elevada nos primeiros seis meses do ano.
Entre Maio e Junho de 2011, o défice do Estado triplicou de 2.100 milhões de euros para 6.100 milhões de euros. Segundo a Direcção Geral do Orçamento (DGO), referida pelo jornal, este agravamento deve-se ao aumento dos custos dos juros e à regularização de compromissos anteriores.
Nos primeiros seis meses do ano, o défice do Estado atingiu 6.151 milhões de euros, menos 1.626 milhões de euros do que em igual período de 2010.

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

Clique aqui para ler

Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.