terça-feira, 24 de maio de 2011
Já leste o verdadeiro programa eleitoral do PS?
O recreio dos anjos
Bloco propõe Plano Ferroviário Nacional

BCE parece querer provocar crise, diz Krugman

“O FMI mata! Só podemos rejeitá-lo”
domingo, 22 de maio de 2011
Bloco conseguiu consenso nacional sobre a renegociação da dívida
“Renegociar a dívida é sensatez, é prudência, disse, lembrando as projecções do Banco de Portugal que anunciam a maior crise económica de sempre, sem precedentes. “Como nós, as pessoas sabem que proteger juros agiotas é atacar os salários, os reformados, os precários, é a destruição do país”.
Lembrando que estamos a 2 semanas do dia da decisão, Francisco Louçã afirmou que quem decide não são as sondagens, nem as clientelas, nem os interesses. E quem decide, disse, já conhece as proposta e as razões da esquerda de confiança: pelo emprego, pela Segurança Social, contra pobreza, o défice fiscal, por menos endividamento na agricultura e na energia, menos desigualdade, proteger a educação e saúde públicas.
Por isso, Louçã insistiu na ideia que a 5 de Junho, a decisão é “entre um governo de esquerda e um governo nenhum”, porque, explicou, do outro lado não há nenhum governo, há sim uma coligação pelo desemprego, pela bancarrota, de ataques aos salários e às pensões, pelo trabalho precário, pelo desastre do país”. A decisão a 5 de Junho é contra a “aventura irresponsável” da troika e de José Sócrates, Passos Coelho e Paulo Portas, enfatizou.
Para o Bloco, é o desmantelamento da Segurança Social que está no seguimento das políticas impostas pela troika, com o acordo do Governo e do PSD e do CDS. Louçã criticou Sócrates e Passos Coelho por “não terem dito uma palavra sobre a arrogância da Sra. Merkel”. Não disserem, acusa, porque estão “dispostos a tudo e a perder a essência da democracia que é a Segurança Social”. “Silêncio é compromisso”, rematou.
O coordenador nacional do Bloco acusou PS, PSD e PS de fazerem uma campanha vazia, baseada no medo, “só pensam em si próprios”, disse. “O CDS só discute se fará governo com o PS ou com PSD, garantindo para si próprio o lugar de primeiro-ministro do ministério do congelamento da pensões, ou do ministério dos jovens descartáveis”.
Governo assegurou 10 mil milhões a mais para os concessionários da SCUTs
Louçã apontou também uma contradição a José Sócrates que diz que não negoceia juros, referindo-se aos juros “agiotas” dos empréstimos do BCE e FMI, mas já assegurou um suplemento de 10 mil milhões de euros aos concessionários da SCUTs. Louçã citou um relatório que o Tribunal de Contas está a preparar e que refere que o negócio das portagens nas SCUTs foi um “negócio ruinoso”.
Sócrates disse não saber quem são os “Donos de Portugal”, mas Louçã diz que é fácil saber: “Sr. Eng. José Sócrates, abra a sua agenda e veja os nomes dos empresários com quem se encontrou para assegurar aquela renda extra de 10 mil milhões de euros. Esses são os donos de portugal, donos do desemprego, da desigualdade, da pobreza”.
O Bloco quer construir um governo de esquerda, disse Louçã. A luta do Bloco chama-se “justiça” e vai ser ouvida “todos os dias e por todo o lado, entre todos os que querem salvar a economia, em nome do emprego, do Estado social, da educação e da saúde”. “Falamos para toda a esquerda porque toda a esquerda, grande como sempre, chama-se justiça”.
“Precários de todo o país, uni-vos”
A deputada e segunda candidata do Bloco por Lisboa, Ana Drago, também interveio na iniciativa em Lisboa e comentou o debate entre Sócrates e Passos Coelho, “uma espécie de ópera-bufa”. “Sócrates acusou o PSD de querer acabar com o SNS, ele que foi o homem que introduziu as taxas moderadoras nas cirurgias”, disse, e continuou “já Passos Coelho criticou Sócrates por ter reduzidos os apoios sociais, ele que aprovou com Sócrates os PEC's que cortaram os apoios sociais.”
Ana Drago também criticou a proposta do CDS que quer garantir que os pobres só comprem comida, “para não gastarem dinheiro em chocolates e playstations”, ainda que Paulo Portas tenha gasto mil milhões de euros em submarinos enquanto foi ministro da Defesa. “Há um consenso entre todos para um país mais pobre”, disse, acrescentando que o Bloco “recusa a política da catástrofe”.
Luís Fazenda sublinhou a “luta pelas liberdades” que sempre pautou a acção do Bloco”, dizendo que os bloquistas já conseguiram inscrever novos direitos na sociedade mas querem inscrever mais, como o direito a uma morte digna ou o voto para todos os imigrantes.
O deputado e candidato do Bloco defendeu que as unidades à esquerda têm de ser largas, “para o Bloco a unidade não é soma, é multiplicação” e enfatizou a luta dos trabalhadores precários, “onde está a renovação do sindicalismo”. Lembrou também que o Bloco nasceu contra os impérios e assim continua. Referindo a proposta do Bloco de redução para um ano da duração dos contratos a prazo, Fazenda terminou o seu discurso dizendo “precários de todo o país, uni-vos”.
Ribeira dos Milagres: Poluição e corrupção
- Quantas são as suiniculturas?
- Mais de 200 na Ribeira dos Milagres. No concelho de Leiria cerca de 400, as que estão registadas.
- E não têm tratamento de efluentes?
- Todas são obrigadas a ter. Mas chamar-lhes estação de tratamento é um nome pomposo, pois na realidade não passa de 3 lagoas de decantação a céu aberto, onde não há nenhum tratamento rigoroso. Existem 2.000 e 2.500 m3/dia para ser tratados, mas são tratados apenas cerca de 300. Todo o restante tem de ser obrigatoriamente lançado nos campos, cursos de água, porque não há outra forma.
- De quem é a responsabilidade de que tudo continue na mesma?
Primeiro, do poder político central – Ministério do Ambiente. Mas quero apontar também aqui o dedo ao poder político local, porque há um esforço muito grande, no sentido de omitir toda esta verdade da Ribeira dos Milagres e da bacia do Rio Lis. Porque há interesses...
- Responsabilidade da Câmara de Leiria?
- Começa nas juntas de freguesia, nomeadamente dos Milagres, de todas as zonas afectadas pelos efeitos nefastos dos efluentes das suiniculturas. E depois obviamente é extensivo à Câmara de Leiria, ao Governo Civil de Leiria e ao Governo, porque são anunciadas muitas medidas mas que na prática não funcionam.
- E porquê?
- Há muita corrupção. E vejamos: foram construídas 2 ETE's, mas ao fim de alguns anos deixaram de funcionar. Investiu-se muito dinheiro. Deveriam ser responsabilizadas as entidades que assumiram a responsabilidade da construção, partindo do princípio que aquilo iria resolver os problemas, mas não resolveu. Depois pôs-se a hipótese da construção da ETE's dos Milagres e vieram os problemas mais graves, isto foi denunciado e nunca foi esclarecido: Foram disponibilizados pela União Europeia 44 milhões de euros para a despoluição da Bacia do Rio Lis. O que é que resultou daí? Nada, rigorosamente nada. Uma parte desse dinheiro pura e simplesmente desapareceu.
- O que é que a comissão propõe?
- Está previsto agora, em 2011, um orçamento de 20 milhões de euros para a construção da nova ETE's, agora eu pergunto assim: então, se tivemos na mão 44 milhões, porque não se aproveitaram? O que é que os responsáveis deste país e os autarcas locais estiveram a fazer sabendo que havia esse dinheiro disponível para tomar medidas que eram fundamentais para a solução do problema. E aí é que começa o mau-estar e começamos a ficar com uma ideia de que tem de haver corrupção a vários níveis. Aquilo que nós propunhamos era uma investigação policial, porque houve enriquecimento de organismos, para não falar de pessoas.
- Uma última pergunta: porque é candidato pelo Bloco?
- Exactamente porque o Bloco tem sido a força política que tem feito ouvir a nossa voz e, como comissão, agarramo-nos a todas as tábuas para nos salvar deste mar conturbado que é a questão da poluição na Ribeira dos Milagres e no Rio Lis.
Entrevista realizada por Carlos Santos para esquerda.net.
Francisco Louçã: Não desistimos de reformas dignas
Francisco Louçã disse também que Passos Coelho não vai à Madeira durante a campanha eleitoral, “porque ele sabe da vergonha que é uma governação sem rumo, sem controlo orçamental, sem rigor na despesa, sem respeito por regras democráticas”.
O coordenador da comissão política do Bloco afirmou também que Angela Merkel não sabe a que idade é a reforma em Portugal, salientando que com as mudanças do Governo de Sócrates “já nos estamos a aproximar dos 66 anos para a idade mínima da reforma” e sublinhou que no acordo com a troika, assinado por PS, PSD e CDS, está escrito “reduzir as pensões, congelar as pensões, cortar nalgumas e não aumentar a maior parte delas”.
Francisco Louçã declarou então que o Bloco não aceita “ que os nossos pais passem a ter uma reforma mais pequena por cada ano que passa” e defende uma reforma digna e completa aos 65 anos ou aos 40 anos de trabalho.
Roberto Almada acusou “Alberto João Jardim, Jacinto Serrão [líder regional do PS] e José Manuel Rodrigues [líder regional do PSD] de serem os responsáveis pelo aumento das dificuldades dos madeirenses e porto-santenses”, realçando que o acordo com a troika “impede os madeirenses de beneficiar da actual taxa de IVA, 30% mais baixa do que no restante território nacional para compensar os custos da insularidade, e impõe aumento de 10% sobre esse valor”.
Aceda ao audio do comício do Bloco de Esquerda no Funchal.
Louçã: “Há 20 administradores que acumulam 1000 cargos”
Segundo avançou o dirigente bloquista, os cargos concentram-se nas maiores empresas do país, mas não só, sendo que cada pessoa acumula em média 50 cargos. “Só uma delas tem 62 cargos e o rendimento mais alto de um destes administradores ascende aos 2,5 milhões de euros”, disse. “São 20 pessoas para 1000 empregos”, frisou.
Louçã explicou, assim, que quando se pergunta “onde é que está a dívida, porque é que nos últimos anos cresceram os problemas na economia, porque é que se fizeram construções desnecessárias, a resposta está aqui: “20 pessoas com mil cargos de administração, cruzando grupos diferentes, cruzando todo o mapa da economia”.
“É um pequeno grupo de turbo-administradores que voam de empresa para empresa. Chamam a isto trabalho, talvez… mas certamente a isto chama-se renda”, condenou.
“Pede-se agora às pessoas uma escolha, uma decisão”
Lembrando que faltam duas semanas para as eleições, o coordenador da Comissão Política do Bloco apela à decisão, àescolha sobre “como é que a democracia responde aos problemas”.
E para falar dos problemas, Louçã falou do “país real”, onde com o acordo entre a troika, Governo, PSD e CDS, vão congelar-se as pensões que passarão a valer “sempre menos” devido aos aumentos do IVA, dos transportes, dos custos da saúde e com a inflação nos 4 por cento. “No país real, estes partidos propõem que os reformados vivam pior e os trabalhadores percam salário”, disse.
Além disto, no “país real”, 645 mil famílias já perderam o abono de família, o que “faz muita diferença para quem tem muito pouco”.
Francisco Louçã condenou ainda o fecho das maternidades, dos centros de saúde e de outros serviços na região alentejana, para sublinhar a crítica à intenção de privatização dos CTT e da ferrovia de Sócrates e Passos Coelho, “serviços que são essenciais para esta região”.“Privatizar a ferrovia é uma irresponsabilidade contra a democracia e é a ausência de uma política de transportes eficiente e mais sustentável ambientalmente”.
O dirigente do Bloco afirmou que agora a decisão é sobre “uma democracia responsável que lute pelo país” e que o Bloco se concentra nas questões essenciais: emprego, pensões, salários, justiça. “Não há ninguém que não tenha um amigo ou familiar que não seja desempregado ou tenha um trabalho precário. É preciso criar emprego, distribuir emprego”.
“É tempo de mudar de rumo”
No comício em Elvas intervieram também os candidatos do Bloco pelo círculo eleitoral de Portalegre, Paulo Cardoso e Ana Freitas, que afirmaram que “é tempo de mudar de rumo, pelo respeito social, contra a morte do distrito”. Para isso o Bloco tem propostas, disseram, exemplificando com medida bloquista aprovada que permitiu denunciar a Delphi, em Ponte-de-Sôr, empresa que recebeu subsídios do Estado para criar emprego e depois despediu 400 pessoas.
Manuel Sosa Aparício, da Esquerda Unida em Espanha, condenou a Europa do mercado, “submissa à ditadura da banca”. “Em Espanha, como em Portugal, luta-se agora para devolver a democracia ao povo”, disse, referindo-se aos protestos nas Portas do Sol em Madrid, e na praça do Rossio, em Lisboa.
Já Miguel Salavert Manzanera, representante da Plataforma “Refinaria No”, lembrou a convergência entre espanhóis e portugueses na luta contra as refinarias poluentes em Espanha e a Central Nuclear em Almaraz. “O ambiente não tem fronteiras, a luta também não”, disse.
Bruxelas e FMI apertam os garrotes a Portugal, Irlanda e Grécia
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, expressou por seu turno, a vontade de que o chefe do FMI continue a ser europeu caso seja necessária uma substituição do actual. Os ministros da Alemanha e de França pronunciaram-se no mesmo sentido alegando que a Europa está perfeitamente em condições de assegurar o lugar, que não deve ir para um país emergente. Não se põe, por ora, a questão de ser um norte-americano porque isso já acontece no Banco Mundial.
No âmbito dos trabalhos, os ministros deram o seu aval ao resgate de 78 mil milhões de euros criado para Portugal pela troika formada pelo FMI, pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu e já acolhido em Lisboa pelo governo interino e por PS, PSD e CDS. Portugal parte para a aplicação destas medidas com uma dívida externa de 93 por cento do PIB, segundo o Eurostat.
O conselho ministerial adoptou mais uma verba de 1580 milhões de euros de “ajuda” à Irlanda para reforçar a anterior e em troca de novas imposições de austeridade aos irlandeses.
Perante os resultados trágicos da Grécia ao fim do primeiro ano de aplicação das “ajudas” do FMI, os ministros das Finanças começaram por manifestar algumas divergências sobre as medidas a impor a Atenas uma vez que a situação se agravou globalmente. A convergência acabou por ser feita em torno das obrigações impostas ao governo de Papandreu para acelerar os planos de reformas estruturais e da política fiscal e, sobretudo, da concretização urgente do programa de privatizações. Atenas manifestou inquietação sobre os efeitos de tais medidas no país, que está em intensa convulsão social, mas a questão não foi levada em conta, entendida como um assunto do âmbito da actividade governamental. No quadro da “reestruturação do perfil” da dívida envolvendo bancos credores, como foi defendido pela Alemanha, foi discutida a possibilidade de um reescalonamento de modo a permitir à Grécia ganhar tempo sendo que as perdas dos bancos nas relações com Atenas registadas durante esses períodos não serão registadas nos seus balanços.
A Grécia partiu para a aplicação do plano da troika com uma dívida externa de 115 por cento do PIB; ao cabo de um ano a dívida subiu 143 por cento do PIB.
Artigo publicado originalmente no site do grupo parlamentar europeu do Bloco de Esquerda
Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente
Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente
à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena
O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.
Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.
Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.
Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.
Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.
Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.
Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.
A Deputada
Rita Calvário
Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?
Comunicado de Imprensa
Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR
Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena
O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.
Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.
Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.
A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.
Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.
A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.
No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.
No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.
Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.
Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.
O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.
A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena
Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República
Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.
O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.
Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena
Carta à AUSTRA
INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.




