domingo, 28 de novembro de 2010

Governo quer flexibilizar mercado de trabalho

Governo quer diminuir valor das indemnizações de quem é despedido sem justa causa e facilitar os processos de despedimento. O coordenador do Bloco fala em “ganância organizada”.
O coordenador do Bloco afirmou, durante um almoçou em Coimbra, que a política do FMI vai agravar a pobreza, as injustiças e o desemprego. Foto de Paulete Matos.
O primeiro-ministro cede às exigências dos grandes empresários e das organizações internacionais e propõe flexibilização das relações laborais. Foto de Paulete Matos.
Se, em junho, o primeiro-ministro, no final do conselho europeu em Bruxelas, afirmava que a reforma do código laboral feita pela Governo era suficiente e que não iria promover novas alterações nas relações laborais, agora o discurso altera-se.  
 No final da sessão de encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2011, o ministro das finanças, Teixeira dos Santos, defendeu que é necessário aprofundar reformas no mercado de trabalho. Entretanto, José Sócrates já lançou aquela que anuncia ser uma agenda para o crescimento económico e para o emprego e que passará pela flexibilização do mercado de trabalho.
 Para a próxima semana, já foram agendadas algumas reuniões para discussão desta matéria com os parceiros sociais, sendo a primeira com as maiores empresas exportadoras, entre as quais a Petróleos de Portugal Petrogal, Autoeuropa, Soporcel, Continental Mabor, Bosch Car Multimédia Portugal, Somincor, Peugeot-Citroen Portugal, Repsol, Companhia Aveirense de Componentes Industriais de Automóveis (CACIA), Amorim e Irmãos, Efacec e BA Vidro.
 O primeiro-ministro vem assim ceder às exigências dos grandes empresários e das organizações internacionais.
 Coordenador do Bloco fala em “ganância organizada”
 O coordenador do Bloco, afirmou, durante um almoço em Coimbra, que a flexibilização do mercado de trabalho resulta da “ganância organizada” dos grandes interesses económicos.
O governo cede, segundo Francisco Louçã, às pressões do FMI, e apresenta como solução para a crise do emprego, para a crise económica, crise de confiança e crise financeira, a flexibilização do mercado de trabalho. O que está verdadeiramente em causa é a diminuição do valor das indemnizações de quem é despedido sem justa causa e facilitar os processos de despedimento.
O coordenador do Bloco afirmou que a política do FMI – “aquela que Pedro Passos Coelho aplaude” e “com quem entretanto já governa no seu acordo para este orçamento de miséria e desemprego” vai agravar a pobreza, as injustiças e o desemprego.

A diferença que um ano faz

Em Copenhaga, a Europa exigia um acordo global vinculativo. Para Cancun, contenta-se com um “passo intermédio significativo”.
Há um ano atrás preparava-se a Conferência de Copenhaga sobre as alterações climáticas. No Parlamento Europeu o entusiasmo era evidente. Os problemas ambientais estavam ainda na ordem do dia. A Europa, com a crise a marcar uma agenda ainda incerta, precisava urgentemente de algo que a pudesse unir. A existência de uma política ambiental comum, permitia fazer do combate às alterações climáticas a marca dessa unidade. A Europa assumiu publicamente a vontade de liderar essa mudança. A União chegaria a Copenhaga para, daí, comandar os destinos do ambiente rumo a um acordo global. Se dúvidas houvesse, a estratégia comum assumida pelos diferentes grupos parlamentares teve, então, uma votação mais do que auspiciosa. Noutros tempos, alguém a teria classificado de “albanesa”.
O que se passou depois em Copenhaga? O tigre europeu era, afinal, um gato de estimação. A Europa nem à mesa do acordo final teve direito. Cinco Estados (Estados Unidos, China, Brasil, Índia e África do Sul), de resto com interesses contraditórios, decidiram os compromissos. Fracos e ainda por cima facultativos.
No regresso falou-se de fracasso. Em Bruxelas, a Cimeira foi virada de trás para a frente e de frente para trás e tirou-se a habitual conclusão optimista: “para o ano é que vai ser”.
Um ano passou. Uma nova cimeira realiza-se em Dezembro, desta feita em Cancun, no México. A diferença que um ano faz. Afinal o acordo que não era bem um acordo passou a ser um acordo para respeitar. A ambição foi guardada para melhores dias. No que se obteve em Copenhaga não se toca. A palavra de ordem é “realismo”.
Em Copenhaga, a Europa exigia um acordo global vinculativo. Para Cancun, contenta-se com um “passo intermédio significativo”. Bruxelas tempera-se. As propostas aprovadas pelo Parlamento Europeu no ano passado passaram agora por uns escassos 20 a 30 votos de diferença. Os governos bateram em retirada e os seus deputados de mão obedeceram-lhes. O “realismo” chama-se austeridade, palavra que não rima com investimento. Só não mudou a arrogância. Em Cancun, Bruxelas quer voltar a mostrar quem é que tem a política ambiental mais exigente.
O “realismo” tem razão? Não tem. A crise ambiental é produto do mesmo sistema de vistas curtas que nos trouxe à situação em que nos encontramos. Desistir de investir no combate às alterações climáticas é renunciar à criação de empregos com futuro.

OE’2011 abre as portas a intervenção do FMI

O OE’2011 escolhe a via da fragilização da economia e, como tal, abre as portas a uma intervenção do FMI. A resposta da democracia à agressão social foi dada por três milhões de trabalhadores que fizeram greve na quarta-feira. Por José Manuel Pureza.
A semana parlamentar foi totalmente ocupada com a discussão na especialidade do Orçamento de Estado para 2011. Um debate com resultado antecipado e com guião de votações religiosamente cumprido por PS e PSD. Ainda assim, deve assinalar-se que o Bloco de Esquerda fez aprovar duas propostas: uma que obriga à publicação de uma lista detalhada de todos os financiamentos públicos para fundações e outra que mantém em vigor a norma que responsabiliza pessoalmente os autarcas pela utilização de dinheiros públicos no exercício das suas funções.
Este orçamento escolhe a via da fragilização da economia e, como tal, abre as portas a uma intervenção do FMI. O Governo abdicou de quaisquer escolhas difíceis de transformação do sistema fiscal ou de corte em despesas erradas para manter os salários e as prestações sociais. Foi ao que é mais fácil, penalizando ainda mais os mais pobres e privatizando a esmo os bens públicos, pondo assim o país num caminho de recessão que nos exigirá sempre mais cortes e mais afundamento da economia. A espiral de empobrecimento tem neste orçamento uma expressão clara.
Esta discussão fica igualmente marcada pela manobra de última hora dos dois partidos da coligação orçamental de criação de um regime de excepção às reduções salariais para as empresas públicas. Trata-se evidentemente de um duplo embuste. Por um lado, porque PS e PSD acabam por confessar que os cortes que impõem aos funcionários públicos não são regra que se deva aplicar a todos os sectores da economia. Segundo porque, mantendo-se a regra do corte de 5% na massa salarial dessas empresas públicas e valendo o regime de excepção para evitar que os seus quadros superiores sejam atraídos pelo sector privado, fica patente que serão os trabalhadores dessas empresas a pagar, em dobro, o esforço de contenção dos gastos. Eis a imagem de marca deste orçamento que PS e PSD, com o beneplácito de Cavaco Silva, impuseram ao país.
A resposta da democracia à agressão social que é este orçamento foi dada por três milhões de trabalhadores que fizeram greve na quarta-feira. Três milhões de portugueses/as que disseram bem alto: "em nosso nome não!". Uma greve e geral histórica que mostrou ao país que há forças para mudar de caminho e pôr no horizonte a dignidade, os direitos e o trabalho.

Parlamento aprova lei que permite aos transexuais alteração de documentos

A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira uma lei que regula “o procedimento de mudança de sexo no registo civil e correspondente alteração de nome próprio”, acabando com uma discriminação inaceitável que há muito penaliza @s transexuais portugueses/as.
Marcha LGBT, Lisboa 2009 - Foto de Ana Candeias
Marcha LGBT, Lisboa 2009 - Foto de Ana Candeias
A lei aprovada na Assembleia de República resulta de um trabalho na especialidade, no âmbito da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, que congregou as propostas do Bloco de Esquerda e do Governo e incorporou ainda algumas das preocupações transmitidas durante as audições.
 A aprovação desta lei, que contou com os votos favoráveis do PS, Bloco de Esquerda, PCP, Verdes e de 12 deputados do PSD, com a abstenção de outros 9 deputados do PSD e com os votos contra da restante bancada do PSD, do CDS e de duas deputadas do PS, constitui um marco histórico no nosso país.
 A desconformidade entre o registo do nome e sexo d@s transexuais portugueses/as e a sua verdadeira identidade de género, a forma como se percepcionam, como se apresentam ao resto da sociedade e como são reconhecidos pelos outros, traduzia-se, até à data, em inúmeros constrangimentos que atiravam estes cidadãos e estas cidadãs para uma situação de profunda discriminação. Em causa estava o gozo dos seus direitos essenciais e o cumprimento do disposto na Constituição da República Portuguesa no que respeita ao direito à inviolabilidade da integridade moral e física, do direito à identidade pessoal e ao desenvolvimento da personalidade.
Se é certo que a aprovação da lei que regula o procedimento de mudança de sexo no registo civil e correspondente alteração de nome próprio representa um avanço civilizacional em Portugal, também é verdade que existem ainda muitos desafios pela frente no sentido do combate ao preconceito e do respeito pelos direitos fundamentais de tod@s nós.

DECO lança petição contra custos extra na factura da electricidade

A DECO lançou esta quinta-feira uma petição contra o aumento dos custos extra na factura da luz, que representam 42% do custo total, e que nada têm a ver com o consumo de electricidade. Só no primeiro dia, foram recolhidas quase 20 mil assinaturas.
A factura da luz terá um aumento de 3,8% em 2011. DECO propõe redução de despesa associada com “Custos de Interesse Geral”. Foto de Tiago C Lima, Flickr.
A factura da luz terá um aumento de 3,8% em 2011. DECO propõe redução de despesa associada com “Custos de Interesse Geral”. Foto de Tiago C Lima, Flickr.
Na petição lançada pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), é defendido que os “Custos de Interesse Geral” que resultam “de opções políticas e medidas legislativas” devem ser reduzidos em 10%, o que permitiria “uma redução na factura na ordem dos 5%, em vez de um aumento de 3,8 % num serviço público essencial, como a electricidade”, proposto em outubro pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e que representa um aumento médio de 76 cêntimos na factura dos consumidores.
Jorge Morgado, secretário-geral da DECO, explicou ao Correio da Manhã que "O preço final da electricidade é composto por três blocos – produção eléctrica (31% do custo final), custos inerentes ao transporte e distribuição da electricidade (27%) e custos de interesse geral", e que estes últimos, que foram sendo introduzidos na factura dos consumidores ao longo dos anos pelos governos para cobrir determinadas despesas, representarão cerca de 2,5 mil milhões de euros no próximo ano. O representante desta associação alertou ainda para o facto de, se não for reduzido o peso destes custos, o aumento da despesa dos consumidores pode alcançar os dois dígitos em 2011.
Ana Cristina Tapadinhas, que também pertence à DECO, afirmou à Lusa que esta situação "é manifestamente insustentável, uma vez que se trata de um serviço público essencial".
A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor defende que os encargos relacionados com os “Custos de Interesse Geral” assumem "um peso insuportável" e “exige medidas para uma adequada sustentabilidade do sector eléctrico e protecção dos interesses dos consumidores”.

sábado, 27 de novembro de 2010

Desemprego e precariedade penalizam jovens

Os jovens portugueses são dos mais penalizados pela precariedade ao nível da UE. Relatório da Comissão Europeia divulgado esta semana revela que 53,5% dos trabalhadores com idade entre os 15 e os 24 anos têm “contratos temporários”. Gestores portugueses continuam, contudo, a exigir mais flexibilidade laboral.
53% dos jovens trabalhadores têm contratos temporários.  A taxa de desemprego entre os jovens alcançou os 23,4% no terceiro trimestre de 2010. Foto de Paulete Matos.
53% dos jovens trabalhadores têm contratos temporários. A taxa de desemprego entre os jovens alcançou os 23,4% no terceiro trimestre de 2010. Foto de Paulete Matos.
Segundo dados revelados pela Comissão Europeia (CE), Portugal ocupa o quinto lugar entre os 27 países da UE no que respeita ao número de jovens com “contratos temporários”. Mais de metade dos trabalhadores com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos possuem este tipo de vínculo laboral, que representa “um factor de produção mais barato face ao trabalho permanente”. No que respeita à totalidade dos trabalhadores, Portugal ocupa já a 3ª posição.
O relatório anual da CE alerta para o facto da desregulação do mercado de trabalho, que tem vindo a provocar, por sua vez, o aumento do desemprego, se poder traduzir num “abrandamento significativo na taxa de crescimento do factor produtividade”.
Apesar da objectividade dos números e da análise das consequências da precarização das relações laborais, os gestores portugueses, reunidos no Fórum para a Competitividade, continuam a reclamar uma maior flexibilização contratual.
A destruição massiva de emprego
O governo tem respondido à crise com a destruição de emprego, a par do corte nos apoios e prestações sociais. A taxa de desemprego entre os jovens tem registado valores históricos, alcançando os 23,4% no terceiro trimestre de 2010.
Para aqueles que conseguem manter a sua actividade profissional, as condições laborais têm-se degradado. O estudo da CE demonstra que o número médio de horas de trabalho aumentou, não tendo sido acompanhado pelo aumento do nível salarial. Na realidade, não só se verifica a estagnação do valor da retribuição dos trabalhadores, que se traduz, na prática, numa diminuição do seu poder de compra, como, em muitos casos, se regista um corte efectivo do valor mensal auferido.
Emancipação tardia
O aumento da precariedade tem múltiplas consequências. No que toca aos mais jovens, a insegurança contratual implica uma autonomização cada vez mais tardia.   Segundo dados do Eurostat, divulgados em Outubro, referentes a 2008, em Portugal, 47,6 por cento dos homens entre os 25 e os 34 anos e 34,9 por cento das mulheres na mesma faixa etária vivem ainda em casa dos pais. Nos dois casos, os valores são dos mais elevados na UE.

Este Orçamento é um convite ao FMI

Ninguém no governo acredita que este orçamento seja cumprido. Encerrada a sua discussão a única dúvida que resta é saber quantos dias o ministro das finanças ainda responderá por um orçamento que perpetua a crise económica e social do país.
Ao apresentar ao país este Orçamento, o primeiro-ministro garantiu que ele salvará o país. Que sacode a pressão internacional, que recupera a economia e que restabelece a confiança no momento da crise mais grave que vivemos nos últimos trinta anos.
A resposta do país foi vibrante.
Juntando todas as suas forças, solidariedades e dignidade, três milhões de portugueses e portuguesas uniram-se para fazerem ouvir a sua voz e votar este Orçamento. Obviamente, chumbaram-no.
Chumbaram-no porque o Governo, com o PSD como penhorista, apresentou um Orçamento para agravar e não, como era preciso, para vencer a crise.
Chumbaram-no porque a necessidade de consolidar as contas públicas não torna inevitável, antes condena a escolha da destruição dos serviços públicos.
Nesta 4ªfeira, ficou evidente que o Governo perdeu o país e que o país rejeita o governo e a sua aliança com a direita. A injustiça social e erro económico destas medidas de austeridade não foram só rejeitadas por quem se tem oposto nos últimos anos à destruição da economia, e esses são uma esquerda cada vez mais forte.
Esta semana, a rejeição do governo foi feita pela maioria dos trabalhadores assalariados que votaram PS nas últimas eleições.
Este governo ficou sozinho porque foi abandonado por quem não baixa os braços e não desiste do seu país.
A primeira das crises nacionais, que é a crise política, instalou-se num pântano em que PS e PSD juntaram as suas mais refinadas malfeitorias para justificarem sempre a pior solução. Não se tributam mais-valias porque o PSD não quer, diz o PS. Não se apresenta contas do BPN, diz o PSD, porque o PS não quer que se saiba das contas do banco do PSD gerido agora pelo PS. A orquestra do Titanic toca majestosamente enquanto o barco vai ao fundo.
Garantia o primeiro-ministro: agora é tempo de confiança.
E apresentou um orçamento que é uma assustadora manta de retalhos. Faltava passar da contabilidade pública para a nacional: total 831 milhões de euros, foi engano. Estava errada a verba atribuída à Mota-Engil e BES, total 587 milhões, foi engano. Estava um banco de terras, deixou de estar, foi engano. Estava a garantia de que os estagiários receberiam salário pelo seu trabalho, veio o PS dizer que foi engano. Está numa página a previsão de crescimento do PIB em 0,2% e noutra a previsão de queda do PIB em 0,7%: não podia ser mais claro, o engano é o Orçamento.
Por isso, ninguém no governo acredita que este orçamento seja cumprido. Hoje, encerrada a sua discussão, a única dúvida que resta é saber quantos dias o ministro das finanças ainda responderá por um orçamento que perpetua a crise económica e social do país. O ministro pediu hoje mais seis meses. Mas já se percebeu que todos os ministros estão colados ao telefone à espera da chamada de S.Bento que os dispense. Cada ministro sabe que não tem Orçamento, não tem política, não tem futuro. O último a sair apaga a luz, parece ser o estado de espírito no Governo por estes dias.
Aliás, como já estamos habituados nestes seis anos de governação, o primeiro-ministro nunca tem nada a ver com as más medidas que apresenta. O inferno são os outros. Foi a crise mundial, agora são os mercados, ou mesmo os até há pouco inquestionáveis Banco Central Europeu e a Sr.ª Merkel.
Mas o governo não tem uma palavra nem uma atitude para os causadores, que são ao mesmo tempo os beneficiários da crise. A PT antecipa o pagamento de dividendos para que os accionistas embolsem 260 milhões de impostos, e o ministro das finanças desmente o primeiro-ministro para que tudo fique na mesma. Ricardo Salgado embolsa 80 milhões em dividendos para não pagar impostos, Vasco de Mello 57 milhões, Américo Amorim 39 milhões, Soares dos Santos 64 milhões, a bolsa distribui 818 milhões em dividendos que ficam com a certeza de não pagar impostos, e o governo aplaude esta consolidação orçamental em que a especulação é premiada. O contribuinte sabe agora qual é a lei Sócrates: pagarás imposto para que o governo pague a quem especula contra a economia portuguesa.
Por isso, não surpreende que o Governo tenha mesmo desistido de defender as suas propostas. Limita-se a dizer que é inevitável uma recessão em nome da acalmia dos mercados. Garantia-nos o Governo que, sem Orçamento, o país entrava numa crise política que agitaria os mercados.
O que é que se viu, desde que Governo e PSD se juntaram, desjuntaram, e voltaram a juntar para acordarem que estão quase em desacordo sobre o Orçamento de Estado que ambos votaram? Os juros continuaram a subir. Subiram e subiram muito. A economia portuguesa continua a ser espoliada e os impostos sobem para pagar a especuladores.
Crise política é este Orçamento e a sua conivência com um PSD que, segundo as suas próprias palavras, quer destruir o Estado Social; o governo juntou-se-lhes então para tirar 1000 milhões de euros aos salários, 1000 milhões aos apoios sociais e 500 milhões à saúde. Destruir o Estado social é agora o lema do PS, e com que zelo o aplica.
Fazer um Orçamento para acalmar os mercados é, como estamos a ver, uma imensa falcatrua. Não só não tem nenhum efeito sobre os juros da divida, que continuam a subir todos os dias, como é uma decisão errática, sem rumo e que agrava as fraquezas da economia nacional. 
Este Orçamento é por isso um convite ao FMI. Porque destrói a economia, como quer o FMI. Porque aumenta impostos, como quer o FMI. Porque cria desemprego, como quer o FMI. Porque a bancarrota é a solução FMI, e é a bancarrota que se está a ensair com este orçamento.
Não tinha que ser assim, não pode ser assim e não há-de ser assim. A economia portuguesa é atingida por uma onda especulativa porque temos uma economia fraca, que diverge há dez anos da média europeia e cria uma taxa de desemprego galopante, que limita a produção do país.
Era necessária uma política económica que respondesse às principais debilidades da economia portuguesa, a estagnação e o desemprego, sem atirar o país para mais um ano de recessão em 2011. Recordemos só alguns exemplos. Limitar em 25% os mais de 3800 milhões de Euros que vão todos os anos para benefícios fiscais às empresas, permitiria manter o valor dos salários.
Alterar corajosamente o regime fiscal, taxando as mais-valias urbanísticas que têm sido responsáveis por verdadeiros euromilhões com a corrupção de uma simples assinatura, garantia os recursos necessários para não aumentar o IVA e para defender os salários e as pensões mais baixas.
Promover o investimento público na ferrovia nacional e na reabilitação urbana. Impor uma auditoria às parcerias público-privado e renegociá-las em nome do interesse público.
Pôr cobro às despesas inúteis do Estado e modernizar a administração pública pouparia os milhões necessários para manter o abono às famílias carenciadas.
Não foi esse o caminho escolhido pelo bloco central do governo com o PSD, com a participação entusiasmada e sempre vigilante do presidente Cavaco Silva.
Este Orçamento não é para os desempregados, para os quais só promete mais desemprego.
Este Orçamento não é para os idosos com pensões baixíssimas e que vêm o seu valor congelado.
Este Orçamento não é para as famílias com filhos em idade escolar, que ficam sem o abono de família.
Este Orçamento não é para os trabalhadores, que estão a perder salário com os cortes e com os impostos.
É certo que foram aprovadas duas propostas importantes do Bloco de Esquerda. Assim, pela primeira vez, vamos saber o que era segredo, a lista dos donativos de Estado a todas as fundações privadas. E conseguimos reparar um consolador esquecimento do PS, que olvidara incluir autarcas no princípio de responsabilidade pelos seus actos. Duas importantíssimas propostas, que trazem responsabilidade e transparência.
Continuaremos este combate pela responsabilidade e transparência. Porque é ele que vai definir se há uma solução para o país.
Neste ano de 2011, vamos todos ser chamados a decidir. A democracia é fundamental como sempre, e agora é necessária como nunca. Só a democracia pode defender o país contra o FMI. Só a democracia pode defender a economia contra a bancarrota. Só a democracia pode dar lugar a um governo responsável, e essa é a luta da esquerda. O governo morreu com a aprovação deste orçamento e a sua aliança com a direita para criar desemprego e abrir a porta ao FMI. À esquerda compete lutar com todas as suas forças para salvar a economia, o trabalho e o respeito pelas pessoas. Esse é o compromisso do Bloco de Esquerda.
Intervenção no encerramento do debate do Orçamento de Estado

Fundador de Wikileaks denuncia 'perseguição'

Julian Assange, fundador do Wikileaks,é acusado de violar duas mulheres suecas. O seu representante aponta inúmeras irregularidades no processo e fala em “falsas acusações”, “perseguição” e “violação das convenções europeias”. Por Mark Stephens.
Nem Julian Assange, nem o seu representante legal, receberam uma única palavra por escrito das autoridades suecas em relação às acusações. Foto de biatch0r, Flickr.
Nem Julian Assange, nem o seu representante legal, receberam uma única palavra por escrito das autoridades suecas em relação às acusações. Foto de biatch0r, Flickr.
Na manhã de 21 de Agosto de 2010, o meu cliente, Julian Assange, leu no tablóide sueco Expressen que havia um mandado de captura em seu nome, relativo a acusações de "violação" envolvendo duas mulheres suecas.
No entanto, nem a matéria das acusações, tal como foi revelada à imprensa através de declarações não autorizadas, constituem o que qualquer sistema jurídico avançado considera como violação; como vários canais de comunicação relataram "a base para a acusação de violação" parece constituir meramente uma disputa pós-facto sobre sexo consensual, mas desprotegido, dias depois do acontecimento.
As duas mulheres declararam que tinham tido relações sexuais consensuais com o nosso cliente e que continuaram a incentivar o contacto amigável, muito depois dos supostos incidentes. Só depois das mulheres tomarem conhecimento das suas respectivas relações com o Sr. Assange, apresentaram queixa contra ele.
O mandado de prisão foi justificadamente retirado, no prazo de 24 horas, pela procuradora geral Eva Finne, que concluiu não haver "razão para suspeitar que ele tenha cometido violação". Todavia, o seu nome já tinha sido deliberada e ilegitimamente revelado à imprensa pelas autoridades suecas. A história da “violação” correu mundo e provocou ao Sr. Assange e à sua organização danos irreparáveis.
A decisão de Eva Finne de abandonar a investigação de "violação" foi revertida após a intervenção de uma figura política, Claes Borgstrom, que neste momento representa as mulheres. O caso foi entregue a uma procuradora específica, Marianne Ny.
A única maneira de o acusado e os seus advogados conseguirem descobrir qualquer informação concreta sobre a investigação contra ele tem sido através da comunicação social. Nos últimos três meses, apesar de inúmeras diligências, nem o Sr. Assange, nem o seu representante legal, receberam uma única palavra por escrito das autoridades suecas em relação às acusações, o que constitui uma clara infracção ao artigo 6 º da Convenção Europeia, que estabelece que todo o acusado tem que "ser prontamente informado, numa linguagem que ele compreenda e em pormenor, da natureza e da causa da acusação contra ele". A conduta das autoridades suecas constitui uma flagrante e deliberada violação dos direitos do Sr. Assange ao abrigo da Convenção.
Estamos agora preocupados com a intenção da procuradora, Marianne Ny, de requerer um mandado de captura, numa tentativa de forçar o Sr. Assange a um interrogatório preliminar. Apesar do seu direito ao silêncio, o meu cliente tem-se reiteradamente disponibilizado para ser interrogado, primeiro na Suécia e depois no Reino Unido (incluindo na Embaixada da Suécia), pessoalmente ou por telefone, videoconferência ou e-mail e disponibilizou-se também para prestar um depoimento ajuramentado. Todas essas sugestões foram categoricamente recusadas por uma procuradora que está a abusar do seu poder ao insistir para que o meu cliente volte para a Suécia, a expensas suas, para ser submetido a outro circo da comunicação social que ela irá orquestrar. Persistir num mandado de captura nestas circunstâncias é totalmente desnecessário e desproporcionado. Esta atitude é tanto uma violação das convenções europeias, como põe a ridículo os acordos entre a Suécia e o Reino Unido destinados a lidar precisamente com tais situações. Esse procedimento não é uma acusação, mas uma perseguição. Antes de deixar a Suécia, o Sr. Assange pediu, por diversas vezes, para ser inquirido pela acusação em relação às alegações, ficando mais de um mês em Estocolmo, com uma despesa considerável e, apesar de muitos compromissos noutros sítios, a fim de limpar seu nome. 
O nosso cliente defendeu sempre a sua inocência. As acusações contra ele são falsas e sem fundamento. .Como resultado dessas falsas acusações e estranhas interpretações jurídicas, o nosso cliente já tem o seu nome e a sua reputação manchados. Milhares de notícias e 3,6 milhões de páginas da Web incluem o seu nome e a palavra "violação". Com efeito, três em cada quatro páginas que mencionam o nome do Sr. Assange, mencionam agora igualmente a palavra "violação" – uma consequência directa da conduta incompetente e mal intencionada dos procuradores do governo sueco. .O meu cliente está agora na extraordinária situação de, apesar da sua inocência, apesar de nunca ter sido formalmente acusado, nem de nunca ter recebido uma única nota escrita sobre as acusações contra ele, uma em cada dez referências na Internet à palavra "violação" incluírem também o seu nome. Cada dia que esta investigação irregular prossegue, agravam-se os danos causados à sua reputação.

LONDRES, 13 h, quinta-feira 18 de Novembro de 2010
Tradução de Paula Coelho

Alemanha pressiona Portugal a pedir ajuda externa

Financial Times Deutschland afirma que o recurso de Portugal ao Fundo de Estabilização serviria para proteger a Espanha. Desmentido de Teixeira dos Santos confirma indirectamente a notícia.
Teixeira dos Santos disse que "algumas posições alemãs não têm de facto ajudado" no esforço de acalmia dos mercados. Foto de Miguel Lopes, Lusa.
O Banco Central Europeu e uma grande parte dos países membros da zona do euro estão a pressionar Portugal para que recorra a ajuda financeira, afirma esta sexta-feira o Financial Times Deutschland, citando fonte do Ministério das Finanças da Alemanha.
Segundo o jornal, os bancos de Portugal estão em melhores condições financeiras do que os irlandeses, mas também dependem das linhas de liquidez do BCE para operações diárias. "Se Portugal aceitasse ajuda, seria bom para a Espanha porque o país está pesadamente exposto a Portugal", diz a fonte.
Portugal seria assim “o senhor que se segue” na crise do euro, e serviria de uma espécie de corta-fogo para proteger a Espanha, já que as duas economias ibéricas estão fortemente interligadas.
Como seria de esperar, a notícia foi apressadamente desmentida. O Ministério das Finanças alemão negou que esteja a pressionar Portugal e afirmou não ver necessidade de o país recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Também o governo português desmentiu.
Confirmação indirecta
Mas numa entrevista ao Jornal de Notícias, o ministro Teixeira dos Santos forneceu uma confirmação indirecta da notícia, ao afirmar que "algumas posições alemãs não têm de facto ajudado" no esforço de acalmia dos mercados.
Referindo não querer citar qualquer país em particular, "muito menos a Alemanha", Teixeira dos Santos disse também ao JN que há entre os parceiros comunitários de Portugal "quem ache que a melhor forma de preservar a estabilidade do euro é empurrar e forçar os países que neste momento têm estado mais debaixo dos holofotes para essa ajuda [do Fundo Europeu de Estabilização]".
"A situação portuguesa não é tão séria como a irlandesa, quer pela magnitude, quer até pelos problemas do sistema financeiro com que a Irlanda se defronta. Mas os mercados parecem não querer saber disso", desabafou Teixeira dos Santos.
Financial Times refere ainda que o presidente do banco central alemão (Bundesbank), Axel Weber, admitiu a hipótese de aumentar para o dobro as verbas do fundo de estabilização, que actualmente totalizam 400 mil milhões de euros, no que se refere à União Europeia.
A medida poderia ser necessária, caso a Espanha tivesse de recorrer ao fundo. Especialistas calculam que o país vizinho teria necessidade de cerca de 145 mil milhões de euros.

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

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Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.