quinta-feira, 1 de julho de 2010

Os dilemas das barragens

Estamos num país onde o desperdício de energia atinge os 60%. Perante isto, a prioridade deve ser a gestão da procura, não da oferta, conforme tem sido defendido pelas ONGs ambientalistas.
O debate sobre as barragens encontra-se sempre condicionado pela chantagem que consiste em escolher entre a água e o carvão. Mas apenas faz sentido ter este debate tendo em conta as implicações da opção hidroeléctrica para os dilemas ecológico, social e energético. Vejamos então como se comporta o Plano Nacional de Barragens (PNB).
O dilema ecológico
Um conjunto de directivas europeias compromete Portugal com objectivos em relação à qualidade da água e à gestão da água em função de planos de bacia hidrográfica (área da superfície terrestre drenada por um rio e seus afluentes). O cumprimento destas directivas era imperativo num país com secas cada vez mais frequentes e onde escasseiam programas de redução de consumos. Mas o facto de o PNB ter sido aprovado antes de terem sido aprovados os planos de gestão das bacias hidrográficas mostra como temos as prioridades trocadas.
A construção de barragens degrada consideravelmente a qualidade da água de um rio, como consequência da sua retenção em reservatórios. Problemas de eutrofização (proliferação de algas) e de contaminação da água são comuns em albufeiras. No Alqueva, por exemplo, a água encontra-se contaminada com níveis elevados de pesticidas e herbicidas, segundo um estudo da Universidade de Aveiro1. Com grandes barragens temos acesso a água, sim, mas de má qualidade.
As barragens são também más notícias para a preservação da biodiversidade. Os peixes tendem a extinguir-se como consequência da criação de obstáculos à sua migração (apesar das eclusas para peixes) e da degradação da qualidade da água. Nas albufeiras, proliferam as espécies exóticas, tendo em conta que o ecossistema se aproxima do de um lago. Quanto aos vertebrados que percorrem as zonas afectadas, o surgimento de uma enorme albufeira onde dantes havia um pequeno rio coloca também um entrave à sua mobilidade. O habitat de muitas espécies animais torna-se assim mais reduzido, aumentado o risco de extinção.
Outro grande inconveniente das barragens é o da redução do caudal sólido. Os rios transportam grandes quantidades de sedimentos ao longo do seu trajecto. Quando desaguam no mar, uma parte dos sedimentos irá fornecer nutrientes ao mar, essenciais para muitas espécies piscícolas. Outra parte deposita-se na costa, dando origem à areia das praias. Ao impedirmos a circulação dos sedimentos pela construção de represas estamos assim a contribuir para a erosão costeira.
Tudo isto se justifica, dizem os defensores da opção hidroeléctrica, face à necessidade de combater o aquecimento global. Mas as barragens não são neutras em carbono. Nas albufeiras a matéria vegetal decompõe-se a um ritmo superior ao normal, estimulando a produção de metano, um poderoso gás com efeito de estufa. Estudos científicos citados pela International Rivers2concluem que 4% da contribuição humana para o aquecimento global pode ser atribuída às barragens.
A magnitude dos danos ecológicos causados pela energia hidroeléctrica atinge o seu expoente com as barragens construídas para aproveitar o excedente de produção das eólicas. Neste caso, constroem-se duas barragens (a principal e uma mais pequena de apoio) e a água é descarregada a montante em horas de elevada procura e bombeada de novo a jusante em horas de baixa procura. O constante vai-e-vem da água até ao momento em que finalmente é libertada para o rio agrava todos os problemas acima mencionados.
Em suma, o dilema ecológico desqualifica a energia hidroeléctrica como uma opção “limpa” e até como uma energia renovável, dado que há diferenças substanciais entre a água que entra e a água que sai de uma barragem.
O dilema social
Construir uma grande barragem implica quase sempre deslocar populações, sendo frequentes os casos em que povoações inteiras são submersas. As condições em que se efectuam os realojamentos são ilustrativas da forma como se encara o mundo rural. Forçados a abandonar as terras mais férteis, situadas nos vales dos rios, os locais são deslocados para zonas onde a produtividade agrícola é menor, recebendo em troca uma indemnização simbólica.
Quanto às promessas de emprego e desenvolvimento, cedo se desvanecem. Apenas durante a fase de construção as barragens dão emprego, quando as construtoras importam trabalhadores de todo o país e os colocam em guettos improvisados, sem qualquer contacto com a população local. Uma vez construída a barragem o emprego gerado se resume-se a quase zero.
O mesmo se pode dizer das promessas de criação de uma atracção turística. Os dedos das mãos não chegam para contar as albufeiras que se tornaram em pólos dinamizadores de turismo em localidades do interior. Por outro lado, deveria ser claro que existe um potencial não explorado de turismo de natureza em zonas naturais ainda não submergidas.
O dilema energético
Estamos num país onde o desperdício de energia atinge os 60%. Perante isto, a prioridade deve ser a gestão da procura, não da oferta, conforme tem sido defendido pelas ONGs ambientalistas. A execução do Plano Nacional de Barragens levará a um acréscimo na produção de electricidade que corresponde a 3,3% do consumo final de 2006, um pequeno excedente que poderia facilmente ser obtido de forma económica e ecológica investindo em medidas de eficiência e conservação energética.
Reduzir a dependência face aos combustíveis fósseis e reduzir as importações de energia são objectivos válidos, é claro. Mas fazê-lo à custa da degradação de um recurso comum tão essencial à vida como a água dificilmente pode fazer sentido, mesmo de um ponto de vista meramente geo-político ou económico. O facto de não aproveitarmos plenamente o potencial energético dos nossos rios não deve ser encarado como uma falha da política energética mas como um investimento na sustentabilidade.
Mesmo se ignorarmos a gestão da procura, portanto, o investimento em barragens não surge como uma alternativa defensável ao investimento em formas limpas de produção de energia. O argumento da fiabilidade do abastecimento não sobrevive a uma análise dos dados, na medida em que as oscilações sazonais no caudal dos rios ao longo de um ano, um mês ou até um dia, são muito consideráveis. A fiabilidade da energia hidroeléctrica não é tão elevada quanto diz a EDP e será cada vez mais reduzida à medida que as secas se tornarem cada vez mais frequentes devido às alterações climáticas, conforme estimado pelo IPCC3.
O que está em causa
Para aumentar um pouco a produção de energia, o governo pretende degradar ainda mais as bacias hidrográficas dos rios Douro, Vouga, Mondego e Tejo. Entre outros crimes ambientais, o PNB prevê a destruição do Sabor, o último rio selvagem da Península Ibérica e o fim da linha férrea do Tua. No fim, ficaremos mais pobres, pois teremos dado mais uma machadada no nosso património comum. Não há campanha publicitária da EDP ou propaganda governamental que possa compensar esta perda.
1 “Estudo científico revela que a água do Alqueva é tóxica”, Público, 17/06/2009
3 Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, órgão da ONU responsável por sintetizar as descobertas científicas no estudo do clima. A previsão é que enfrentaremos na Península Ibérica uma redução na produção hidroeléctrica de 20% a 50% até 2070.

Vulneráveis

Pela primeira vez desde há muitas décadas, a geração de hoje viverá pior do que a dos seus pais.
O estudo do ISCTE é claro: 31% das famílias portuguesas ganham por mês entre 379 e 799 euros. Outros 20,1 por cento são pobres (abaixo da linha de pobreza, avaliada em 360 euros, sendo que este valor representa 60% do rendimento médio).
É este o país que temos, depois de anos e anos de políticas erradas, assentes na quebra dos salários e num estado-providência fraco. A maior parte destes pobres ou quase-pobres trabalha. Muitos deles vivem o paradoxo de terem estudado bem mais que a geração anterior, mas sofrerem piores condições de vida. Receiam, por isso, não ter capacidades financeiras para "proporcionar aos filhos a formação necessária".
Uma semana de férias fora do local de residência? Nem pensar. Um filme ou um livro? Luxos. A grande preocupação consiste em pagar as despesas da casa e as contas da farmácia. Muitos e muitas não conseguem sequer usufruir da baixa médica até ao fim. Um quinto dos inquiridos tem dificuldades no pagamento das contas da casa, 12 por cento não tem dinheiro para comprar todos os medicamentos de que precisa
Ora, ironia das ironias, o estudo realizou-se em 2008, muito antes, por conseguinte, da brutal investida anti-social do Governo e do PSD.
No final destes anos de PEC teremos um país insuportavelmente mais pobre e desigual. Pela primeira vez desde há muitas décadas, a geração de hoje viverá pior do que a dos seus pais. Os inquiridos, aliás, mesmo tendo investido mais nos estudos, acreditam que vão permanecer, no final da vida activa, na mesma categoria em que entraram.
Mas pior, pior ainda é a resignação. Os portugueses dão-se por felizes, em boa medida porque gostam da família e dos amigos… É tarefa da esquerda quebrar o círculo vicioso deste conformismo. Antes que ele nos quebre a tod@s.

Estado evita venda da Vivo à Telefónica

A maioria dos accionistas da Portugal Telecom votou, por 74% do capital, a favor da venda, mas o Estado vetou-a utilizando a 'golden share'. A Telefónica admite recorrer.
Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, à saída da Assembleia Geral de accionistas da PT – Foto de Miguel A. Lopes/Lusa
Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, à saída da Assembleia Geral de accionistas da PT – Foto de Miguel A. Lopes/Lusa
Os accionistas da Portugal Telecom votaram por confortável maioria (74%) a favor da venda da Vivo à Telefónica, nesta Quarta feira. Terça feira à noite, a Telefónica tinha aumentado o valor da oferta pela segunda vez. Inicialmente a operadora espanhola tinha oferecido 5,7 mil milhões de euros pela Vivo, posteriormente aumentou esse montante para 6,5 mil milhões de euros e, na Terça feira à noite, elevou de novo o montante para 7,15 mil milhões de euros.
E, com esta nova oferta, a Telefónica conseguiu convencer a maioria do capital da PT. A agência Lusa refere que o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da PT, Jorge Félix, disse que 700 milhões de acções votaram a favor da venda, 500 milhões abstiveram-se e 200 milhões foram contra.
A venda foi, no entanto, inviabilizada pelo Estado, que utilizou a 'golden share' para vetar o negócio. Os administradores da PT, nomeadamente Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, sempre tinham declarado que nesta operação não deveria haver recurso à 'golden share'. Entretanto, há uma queixa da Comissão Europeia contra o Estado português devido a esta 'golden share', que o Tribunal Europeu vai decidir a 8 de Julho.
Segundo o site do Jornal de Negócios, a Telefónica terá admitido na Assembleia geral (AG) da PT recorrer do veto utilizado pelo Estado português. No entanto, os representantes da Telefónica saíram da AG da PT sem prestar declarações públicas.

Encontro de Artistas contra cortes orçamentais

A Plateia e a Plataforma Cinema estão a convocar para segunda feira, 5 de Julho às 18h no Teatro Maria Matos em Lisboa, um encontro de criadores e agentes da cultura, para debater uma resposta conjunta aos cortes orçamentais no sector.
Os artistas salientam que “a decisão de reduzir em 10% todos os apoios financeiros atribuídos pelo Ministério da Cultura em 2010 e a cativação de 20% das verbas aos Institutos” terá “para a produção artística e para o sector cultural efeitos devastadores”.
A Plateia - Associação de Profissionais das Artes Cénicas a Plataforma Cinema convocam “todos os criadores, trabalhadores e agentes das áreas artísticas e culturais para encontrar soluções que impeçam a aplicação destas medidas que atirarão a arte e a cultura do nosso país para uma crise sem precedentes”.

Paul Krugman alerta para terceira depressão

O mundo pode estar nos primeiros estágios de uma terceira depressão, alerta o prémio Nobel da Economia Paul Krugman, com o custo de milhões de vidas arruinadas pela falta de empregos. Para ele, esta terceira depressão será o resultado do fracasso das políticas económicas espantosamente ortodoxas quanto a empréstimos e orçamentos equilibrados.
A terceira depressão
Por Paul Krugman
As recessões são comuns, mas as depressões são raras. Até onde eu sei, apenas dois períodos da história económica foram chamados na sua época de "depressões": os anos de deflação e instabilidade após o Pânico de 1873 e os anos de desemprego em massa após a crise de 1929 a 1931.
Nem a Longa Depressão do século XIX nem a Grande Depressão do século XX foram períodos de declínio ininterrupto – pelo contrário, ambas tiveram momentos em que a economia cresceu. Mas esses episódios de melhoria nunca foram suficientes para desfazer os danos do choque inicial e foram seguidos de recaídas.
Receio que estejamos nos primeiros estágios de uma terceira depressão. A probabilidade é que ela seja mais parecida com a Longa Depressão do que com a Grande Depressão. Mas o custo – para a economia mundial e, acima de tudo, para os milhões de vidas arruinadas pela falta de empregos – será ainda assim, imenso.
E essa terceira depressão será em primeiro lugar o resultado de um fracasso das políticas económicas. Em todo o mundo – mais recentemente na desanimadora reunião do G20 no último final de semana – os governos estão obcecados com a inflação, quando a grande ameaça é a deflação, e recomendam apertar o cinto, quando o verdadeiro problema são os gastos inadequados.
Em 2008 e 2009, parecia que tínhamos aprendido com a história. Diferente dos seus predecessores, que aumentaram as taxas de juros face à crise financeira, os líderes actuais da Reserva Federal e do Banco Central Europeu cortaram os juros e apoiaram os mercados de crédito. Diferente dos governos do passado, que tentaram equilibrar os orçamentos diante da economia em declínio, os governos de hoje permitiram que os défices aumentassem. E melhores políticas ajudaram o mundo a evitar o colapso total: a recessão provocada pela crise financeira possivelmente terminou no Verão passado.
Mas os historiadores nos dirão no futuro que este não foi o fim da terceira depressão, da mesma forma que a melhora económica em 1933 não foi o fim da Grande Depressão. Afinal de contas, o desemprego – especialmente o desemprego de longo prazo – mantém-se em níveis que seriam considerados catastróficos há alguns anos e não parecem estar a caminho do declínio. E tanto os Estados Unidos quando a Europa estão prestes a cair na armadilha deflacionária que atingiu o Japão.
Perante perspectivas tão sombrias, esperávamos que os nossos políticos se dessem conta de que ainda não fizeram o suficiente para promover a recuperação. Mas não: nos últimos meses, observou-se a volta de um comportamento espantosamente ortodoxo com relação a empréstimos e orçamentos equilibrados.
No que diz respeito à retórica, o ressurgimento da velha religião é mais evidente na Europa, cujos representantes parecem estar a inspirar-se na colectânea de discursos de Herbert Hoover para compor as suas afirmações, incluindo a defesa de que impostos mais altos e cortes de gastos irão de facto expandir a economia, ao aumentar a confiança dos empresários. Na prática, no entanto, os Estados Unidos não estão muito melhor. A Reserva Federal parece ter consciência dos riscos da deflação – mas nada se propõe a fazer para contrariá-los. A administração Obama sabe dos perigos de uma austeridade fiscal prematura – mas, já que os republicanos e democratas conservadores se negam a autorizar um auxílio maior aos governos dos estados, essa austeridade é inevitável, na forma de cortes nos orçamentos estaduais e municipais.
Quais os motivos desta política errada? Os conservadores normalmente citam os problemas da Grécia e de outros países europeus para justificar as suas acções. É verdade que os investidores passaram a atacar os governos com défices incontroláveis. Mas não há provas de que a austeridade fiscal de curto-prazo, face a uma economia em depressão, os tranquilize. Muito pelo contrário: a Grécia optou pela austeridade severa e teve como resultado um aumento ainda maior das taxas de risco; a Irlanda impôs cortes ferozes nos gastos públicos e foi tratada pelos mercados como se oferecesse um risco maior do que a Espanha, bem mais relutante a aceitar os remédios dos conservadores.
É quase como se os mercados financeiros conseguissem entender o que os políticos não conseguem: que apesar de a responsabilidade fiscal de longo prazo ser importante, o corte de gastos no meio de uma depressão, que aumenta mais ainda essa depressão e abre o caminho à deflação, é na verdade uma estratégia contraproducente.
Por isso não penso que a questão seja a Grécia, ou sequer qualquer apreciação realista da relação entre empregos e défices. Trata-se, em vez disso, da vitória de uma ortodoxia que pouco tem a ver com análise racional e cujo maior dogma é impor sofrimento sobre os outros para mostrar liderança em épocas de crise.
E quem pagará o preço pelo triunfo da ortodoxia? Dezenas de milhões de trabalhadores desempregados, muitos dos quais ficarão sem trabalho durante anos, e alguns dos quais nunca mais voltarão a trabalhar.
Paul Krugman é economista, professor da Universidade de Princeton e colunista do The New York Times. Ganhou o prémio Nobel de economia de 2008.
Tradução: Terra Magazine, publicado também na Carta Maior, adaptado para o Esquerda.net por Luis Leiria

Professores de Escola Artística da Marinha Grande têm salários em atraso

Cerca de 60 docentes da Escola Profissional e Artística da Marinha Grande (EPAMG) têm salários em atraso há quatro meses. Sindicato apela à intervenção do Governo.
O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) denunciou a situação, nesta quarta feira, informando também que os professores internos não recebem há dois meses e que os formadores externos só receberam o vencimento de Fevereiro há duas semanas.
O SPRC apelou ainda à intervenção do Governo, para que, através do Ministério do Trabalho e da Educação, desbloqueie verbas que ajudem a recuperar a situação económica da EPAMG.
“Tudo faremos para que os salários dos docentes da EPAMG sejam pagos. Sabemos que a escola já não tem acesso à banca. O Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho podem desbloquear verbas para situações de excepção”, disse Ana Rita Carvalhais, coordenadora do SPRC, à agência Lusa.
A direcção do SPRC denunciou também o “clima de pressão e intimidação” que a direcção da escola tenta impor. Segundo a dirigente sindical Anabela Sotaia, a directora da EPAMG não deu qualquer garantia de quando os salários serão pagos e ameaçou: “se fizerem alguma coisa será pior para vós e para todos”. Anabela Sotaia destacou ainda que há ilegalidades na escola: “Há professores sem contrato de trabalho, outros que trabalham há 12 anos a recibos verdes e com horário completo”.
O SPRC alerta para o risco que existe de a escola vir a encerrar, tendo Ana Carvalhais salientado à Lusa: “Além dos docentes e funcionários da escola, os alunos também podem ter o seu futuro hipotecado”.

Europa está à mercê de catástrofes como a da BP

A Europa não está preparada para responder a acidentes como o registado na plataforma petrolífera da BP no Golfo do México, tanto a nível de leis - que são insuficientes - como de plano de emergência, que não existe.
A conclusão resultou de um debate realizado na Comissão de Ambiente do Parlamento Europeu, em Bruxelas, no qual participaram o comissário da Energia, Gunther Oettinger, os eurodeputados e representações de organizações não governamentais, designadamente na área do ambiente. O tema foi o desastre no Golfo do México e a eventualidade de uma catástrofe desse tipo se verificar nas perfurações a maior profundidade que estão em curso no Mar do Norte.
Os eurodeputados de sectores ambientalistas e organizações não-governamentais sublinharam que dificilmente a União Europeia responderia em condições a uma ocorrência com esta gravidade tanto em termos de legislação existente como de plano de emergência, tanto mais que as grandes companhias petrolíferas tendem a considerar - como foi o caso da BP - que as possibilidades de estes desastres acontecerem são praticamente nulas. "Não podemos esperar que as companhias ajam responsavelmente por elas próprias", disse o deputado holandês Bas Eickout, dos Verdes. "O comércio não pode vir antes da justiça e deve existir um organismo independente que realize inspecções; a União Europeia não deve permitir que as companhias cooperem na área da segurança com base de esquemas voluntários e as inspecções não devem realizar-se apenas a nível nacional", acrescentou.
A título de exemplo da diferença de investimento dos impérios petrolíferos em negócio e segurança, a organização não governamental Food and Water Europe revela que as grandes companhias que actuam nos Estados Unidos investiram 39 mil milhões de dólares em novas explorações e apenas 20 milhões (0,05 por cento) em desenvolvimento e segurança durante o ano de 2009.
A Europa, por seu lado, não tem segurança financeira e fundos ou legislação relacionados com as plataformas petrolíferas; isso apenas acontece com os navios petroleiros, e mesmo assim as medidas foram determinadas após os desastres do Erika e do Prestige. Também não existe qualquer autoridade europeia que supervisione o controlo exercido pelas autoridades nacionais.
O comissário Oettinger procurou a todo o momento desdramatizar a situação afirmando que o caso europeu é muito diferente dos Estados Unidos em termos de perfuração em águas profundas, para lá dos 200 metros. Food an Water revela, contudo, que existem 27 plataformas de profundidade no Mar do Norte, três delas para lá dos 400 metros. Outras explorações do género deverão surgir porque alguns países, como por exemplo o Reino Unido, incentivam a perfuração de profundidade através de importantes benefícios fiscais.
Além disso, cerca de 50 por cento das plataformas em funcionamento são mais antigas do que seria aconselhável em termos de segurança, levantando-se também a questão de saber como poderão estas instalações ser desmanteladas sem riscos ambientais.
Gunther Oettinger reunir-se-á entretanto, em 14 de Julho, com as grandes companhias petrolíferas e os organismos de segurança apenas para avaliar se é necessário alterar a legislação existente.
Na reunião esteve presente um representante da Direcção Geral de Energia da Comissão, que insistiu nas diferenças entre os operadores do golfo do México e da Europa, nomeadamente em relação à profundidade das plataformas. Segundo o funcionário, a UE e os Estados-membros já têm legislação em relação à prevenção de derrames, a segurança do pessoal e a responsabilizacão ambiental, mas uma análise mais detalhada está a ser realizada por peritos da CE e um intergrupo está a ser formado.
Os eurodeputados discordaram da legislação existente neste campo, desde logo a nível das autorizações para a construção de plataformas petrolíferas e criticaram a ausência da DG do Ambiente na reunião, visto que este tema não diz apenas respeito à indústria e à Energia. A legislação deve incidir também sobre um fundo com a responsabilizacão dos actores económicos para não se repetirem casos como o da BP, porque "a segurança não é uma prioridade destas companhias", reafirmou o eurodeputado Verde belga Bart Staes. "As respostas dadas depois do acidente do Erika devem ser aplicadas às petrolíferas segundo o princípio pagador-poluidor", insistiu Bas Eickhout.
"A verdade é que neste momento temos inúmeros buracos a nível da legislação europeia em questões da extracção de petróleo", disse Sandy Luk, advogada da organização não governamental Client Earth. "Se ocorresse um caso semelhante ao desastre do Golfo do México na Europa não seria a directiva dos habitats, a directiva da poluicão ou as leis ambientais existentes que são fracas, básicas e não propõem um plano de emergência que poderiam dar resposta à situação", acrescentou. "As garantias financeiras só podem ser, hoje em dia, aplicadas a desastres em navios e mesmo assim toda esta legislação se desenvolveu muito pouco desde o acidente com o Prestige", sublinhou ainda Sandy Luk.

Bloco propõe actualização das pensões de reforma

As pensões de reforma estarão em debate nesta Quarta feira na Assembleia da República. O Bloco apresenta um projecto onde propõe diversas medidas para a valorização e dignificação das pensões.
Mais de um milhão de reformados teve um aumento de apenas 3 euros nas suas pensões em 2010 – Foto de Paulete Matos
Mais de um milhão de reformados teve um aumento de apenas 3 euros nas suas pensões em 2010 – Foto de Paulete Matos
O Bloco de Esquerda propõe (leia o projecto) a alteração dos critérios que determinam o valor do “Indexante de Apoios Sociais” (IAS), no sentido da aproximação progressiva ao valor do Salário Mínimo Nacional. O IAS, em conjunto com a aplicação do chamado “factor de sustentabilidade”, está a provocar um afastamento cada vez maior do Salário Mínimo Nacional, e uma diminuição efectiva das pensões de reforma, desde 2007. A convergência progressiva sempre foi um princípio defendido pelo Bloco.
No projecto, o Bloco propõe também a “alteração do modelo de actualização das pensões”, a alteração dos critérios que determinam o valor do IAS, “pondo fim à suspensão de actualização do IAS” e a revogação do “factor de estabilidade”.
No projecto é ainda proposto que “todas as prestações substitutivas de rendimento do trabalho passem a estar indexadas à retribuição mínima mensal garantida”.
Em simultâneo, com o projecto de lei do Bloco de Esquerda, são debatidos projectos de lei do PCP e do CDS-PP. O projecto de lei do PCP visa garantir que as prestações sociais e as pensões mais baixas “nunca fiquem congeladas ou reduzam o seu valor”, segundo disse à Lusa o deputado do PCP Jorge Machado. O projecto do CDS-PP pretende “estabelecer o valor das pensões no caso de manutenção do valor do IAS”, propondo que estas sejam aumentadas “pelo menos” de acordo com a subida da inflação.

"Liberdade 2010" arranca dia 21

O acampamento organizado pelos jovens do Bloco decorre até 25 de Julho em São Pedro do Sul, com debates, festas, teatro e dança. As inscrições estão abertas.
Acampamento "Liberdade 2010", de 21 a 25 Julho em São Pedro do Sul
Acampamento "Liberdade 2010", de 21 a 25 Julho em São Pedro do Sul
"Com debates sobre educação, precariedade, sexualidades ou crise, workshops políticos e culturais, festas, teatro, dança, música e muito convívio e imaginação, este acampamento é o ensaio da mudança que queremos ser no mundo. Um mundo que é nosso, onde as discriminações e os preconceitos são deixados à porta", anuncia o folheto deste acampamento de juventude "aberto a tod@s, aderentes e não-aderentes do Bloco de Esquerda".
O acampamento começa na noite de quarta-feira, 21 Julho, e nas manhãs seguintes há debates sobre temas como a crise do capitalismo tóxico ou o papel actual da esquerda europeia. As tardes são ocupadas por debates simultâneos e workshops permanentes - teatro do oprimido, concepção de stencils e faixas, malabarismo e fogo. Os temas das discussões vão desde a Palestina ao software livre, dos feminismos à NATO, da sobrania alimentar à precariedade, entre muitos outros.
O acampamento item lugar no Bioparque em Carvalhais, perto de São Pedro do Sul e a inscrição custa 30 euros (incluindo transporte e alimentação). Vê aqui como te podes inscrever.

Trabalhadores da Brasileira protestam contra a repressão

Trabalhadores e dirigentes sindicais manifestaram-se à porta do café contra “repressões” e “chantagens” por parte da gerência.
Protesto dos trabalhadores da Brasileira, frente ao café – Foto Mário Cruz/Lusa
Protesto dos trabalhadores da Brasileira, frente ao café – Foto Mário Cruz/Lusa
Entre as 14.30 e as 17.30h desta Terça feira realizou-se uma concentração de protesto à porta da Brasileira do Chiado. Os trabalhadores, apoiados por dirigentes sindicais, recolheram assinaturas e distribuíram comunicados informando a população.
Segundo a agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Hoteleira Turismo e Similares, Rodolfo Caseiro, disse: “Houve 30 trabalhadores que se sindicalizaram em janeiro de 2009 e a partir daí a gerência começou com a retaliação, com as repressões e chantagens. Coisas do tipo: quem é sindicalizado não tem aumentos salariais, quem é sindicalizado tem trocas de horários sem acordo”.
Rodolfo Caseiro acrescentou que, além de "exercer pressão psicológica sobre os seus trabalhadores", a gerência "pratica horários superiores a 40 horas semanais; não paga feriados; não aplica as remunerações mínimas previstas no Código de Trabalho; marca faltas sem que os trabalhadores tenham faltado; não paga subsídio noturno nem alimentação nas férias".
Os trabalhadores que se sindicalizaram são vítimas de assédio moral por parte da gerência. Ana Ferreira, uma dessas trabalhadoras, contou à Lusa: "Colocaram-nos nos piores sítios para trabalhar, como ao balcão, onde não recebemos gorjetas, ficámos com horários repartidos. Eu, por exemplo, entrava sempre às 08:00 e saia às 17:00. Agora entro às 11:00 e saio às 15:00 para voltar a entrar às 18:00 e sair às 21:00. Nestas três horas não dá para fazer nada. Fico sempre cá".
Outra trabalhadora, Salomé Arez, foi despedida depois de trabalhar durante 20 anos no café, por se ter recusado a trocar de horário, quando tinha feito um acordo que fixava o seu turno, quando foi contratada. "O acordo que eu fiz com a empresa, e que foi ao tribunal, dizia que não podiam mexer no meu horário. Que não fazia turno da noite, até porque eu tenho um filho menor... Quando me disseram que eu ia fazer o turno da noite, eu recusei-me. Eles suspenderam-me dois meses e fui despedida, há um mês, com justa causa", contou Salomé Arez à agência.
O presidente do sindicato anunciou que os trabalhadoresvão pedir audiências aos grupos parlamentares, ao provedor de Justiça, ao Procurador Geral da República e ao presidente da Câmara de Lisboa.

Bloco questiona ministra da Cultura

Um decreto lei de 18 de Junho estabelece cortes de 10% nos contratos e protocolos de financiamento do Ministério da Cultura. Catarina Martins pergunta se o ministério não vai cumprir os compromissos.
O decreto governamental parece legitimar o incumprimento por parte do Ministério da Cultura dos protocolos e contratos já assinados com estruturas de criação e produção do domínio das artes do espectáculo, das artes plásticas, do cinema e audiovisual. O governo está assim a cortar financiamento a projectos em execução e mesmo a projectos já concluídos. Os cortes deixarão as estruturas financiadas sem meios para responder a compromissos já assumidos, terão graves reflexos na produção cultural e um profundo e muito negativo impacto social.
Nas perguntas que endereçou ao ministério da Cultura, a deputada Catarina Martins do Bloco de Esquerda salienta que “no sector cultural foi opção dos diversos governos entregar a prossecução do interesse público a entidades independentes, financiadas pelo Estado através de concursos e protocolos de financiamento”. São estas entidades que contratam os profissionais da arte – autores, intérpretes, técnicos e mediadores – que constituem o tecido cultural português. Um corte de 10% no financiamento, decidido a meio do ano, implicará, segundo o Bloco, um corte de pelo menos 20% na massa salarial do segundo semestre de 2010.
A deputada sublinha ainda que grassando no sector a precariedade e os recibos verdes, o desemprego aumentará neste profissionais e será ainda mais grave, porque estes profissionais não têm acesso ao subsídio de desemprego.
Assim, a deputada bloquista pergunta ao ministério se vai “entrar em incumprimento dos contratos e protocolos assinados”, se vai responder pelas “dívidas decorrentes” desse incumprimento e que medidas de protecção aos postos de trabalho estão a ser implementadas.

Comunicado do Bloco de Esquerda sobre a Escola EB2,3 de Minde

Consulte no link abaixo:

Requerimento ao Secretário de Estado do Ambiente

Bloco requereu a vinda do Secretário de Estado do Ambiente

à AR para esclarecer funcionamento da ETAR de Alcanena

O deficiente funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, com mais de 20 anos, tem sido extremamente penalizador para a qualidade de vida e saúde pública das populações deste concelho, além de ser responsável pela poluição de recursos hídricos e solos.

Esta ETAR, destinada a tratar os efluentes da indústria de curtumes, foi desde a sua origem mal concebida, a começar por se situar em leito de cheia. Desde então os problemas são conhecidos e persistem: maus cheiros intensos; incumprimento regular dos valores-limite estabelecidos para o azoto e CQO das descargas de efluente tratado em meio hídrico; célula de lamas não estabilizadas, com deficiente selagem e drenagem de lixiviados e biogás; redes de saneamento corroídas, com fugas de efluentes não tratados para o ambiente; saturação da ETAR devido a escoamento das águas pluviais ser feita nas redes de saneamento.

Desde há muito que estes problemas são conhecidos e nada justifica, ainda mais com todo o avanço tecnológico existente ao nível do funcionamento das ETAR, que se chegue ao final de 2010 com esta situação. E pior se compreende quando é o próprio Ministério do Ambiente a constatar que gastou ao longo dos anos cerca de 50 milhões de euros para tentar responder a estes problemas.

Em Junho de 2009 foi assinado um protocolo para a reabilitação do sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena pela ARH Tejo, o INAG, a Câmara Municipal e a AUSTRA (gestora da ETAR), com investimentos na ordem dos 21 milhões de euros de comparticipação comunitária.

Este protocolo inclui cinco projectos, os mais importantes dos quais com prazo final apenas em 2013, o que significa arrastar os principais problemas identificados até esta data. Como os prazos de início dos estudos destes projectos já sofreram uma derrapagem, dúvidas se colocam sobre o cumprimento dos prazos estabelecidos, ainda mais quando não há certezas sobre a disponibilização de verbas nacionais para co-financiar os projectos, tendo em conta o contexto de contenção actual.

Considerando a gravidade dos problemas causados pela ETAR de Alcanena para as populações e o ambiente, o deputado José Gusmão e a deputada Rita Calvário do Bloco de Esquerda solicitam uma audiência com o Secretário de Estado do Ambiente, com a finalidade de obter esclarecimentos sobre os investimentos previstos para a reabilitação do sistema de tratamento, as soluções escolhidas, o cumprimento de prazos, e as garantias que os mesmos oferecem para resolver o passivo ambiental existente, os focos de contaminação dos recursos hídricos e solo, os maus cheiros e qualidade do ar respirado pelas populações deste concelho. Seria de todo útil que o presidente ou representantes da ARH-Tejo estivessem presentes nesta audiência.

Lisboa, 17 de Dezembro de 2010.

A Deputada O Deputado

Rita Calvário José Gusmão

Direito a não respirar “podre” – SIM ou NÃO?





No passado domingo, dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Alcanena, realizou-se uma conferência, dinamizada pelo Bloco de Esquerda, sobre a poluição em Alcanena.
Esta sessão reuniu um grupo de ‘preocupados’, que primeiramente ouviram as exposições de especialistas sobre o assunto e, no final, trocaram experiências e pontos de vista, baseados na própria vivência, bem como em conhecimentos técnicos e científicos.
Ficou bem patente que se trata de um grave problema de há muito sentido, mas também desvalorizado, do qual até ao momento não se conhecem as verdadeiras implicações para a saúde pública, mas que transtorna a vida de todos os que vivem e trabalham no concelho, tornando desagradável e doentio o seu dia a dia.
Ficou também claro que o Bloco de Esquerda, aliado desta causa, não abandonará a luta, que será levada até onde os direitos das pessoas o exigirem.

Comunicado de Imprensa

Leia em baixo o Comunicado de Imprensa de 3 de Dezembro do Bloco de Esquerda em Alcanena.

Clique aqui para ler

Reclamamos o DIREITO A RESPIRAR

Bloco de Esquerda continua na senda de uma solução para o grave problema de poluição ambiental em Alcanena



Na passada sexta-feira, dia doze de Novembro, uma delegação, composta pelo Deputado do Bloco de Esquerda pelo Distrito de Santarém, José Gusmão, e mais dois elementos do Bloco, foi recebida pela administração da Austra, no sentido de esclarecer alguns pontos relativos ao funcionamento da ETAR e à poluição que de há muito tem afectado Alcanena, com acrescida intensidade nos últimos tempos.

O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento ao Ministério do Ambiente, aguardando resposta.

Após a reunião com a administração da Austra, realizou-se na Sede do Bloco em Alcanena uma Conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação.

Da auscultação da Austra, ficou claro para o Bloco de Esquerda que a ETAR de Alcanena não reúne as condições minimamente exigíveis, quer do ponto de vista do cumprimento da lei, quer da garantia de índices de qualidade do ar compatíveis com a saúde pública e o bem estar das populações.

A delegação do Bloco de Esquerda obteve do presidente da Austra o compromisso da realização de operações de monitorização da qualidade do ar em Alcanena, a realizar o mais tardar em Janeiro. De qualquer forma, o Bloco de Esquerda envidará esforços para que essa monitorização ocorra de forma imediata.

Embora existam planos para a total requalificação dos sistemas de despoluição, registamos com preocupação a incerteza sobre os financiamentos, quer nacional quer comunitário. O Bloco de Esquerda opor-se-á a que estes investimentos possam ser comprometidos por restrições orçamentais, e exigirá junto do Governo garantias a este respeito.

A participação popular foi e continuará a ser um factor decisivo para o acompanhamento e controlo da efectiva resolução do problema da qualidade do ar em Alcanena.

No âmbito da visita do Deputado do Bloco de Esquerda, José Gusmão, ao Concelho de Alcanena, realizou-se um jantar-convívio no Restaurante Mula Russa em Alcanena, ocasião também aproveitada para dialogar sobre assuntos inerentes ao Concelho. Mais tarde, José Gusmão, conviveu com um grupo de jovens simpatizantes num bar deste concelho.

No sábado, dia treze de Novembro, José Gusmão e outros elementos do Bloco de Esquerda estiveram em Minde, no Mercado Municipal, distribuindo jornais do Bloco, ouvindo e conversando com as pessoas.

Neste mesmo dia, junto ao Intermarché de Alcanena, José Gusmão contactou com as pessoas e entregou jornais do Bloco de Esquerda.

Num almoço realizado em Minde, no Restaurante Vedor, com um grupo de aderentes e simpatizantes do Bloco, houve mais uma vez oportunidade para ouvir opiniões, experiências e expectativas, bem como de exprimir pontos de vista.

O Bloco de Esquerda continuará a luta por um direito que parece ser inerente à própria condição humana, mas que vem sendo negado às pessoas que vivem e trabalham em Alcanena – o direito de respirar ar “respirável” e de não ser posta em causa a sua saúde.


A Coordenadora do Bloco de Esquerda de Alcanena

Poluição em Alcanena: Requerimento à Assembleia da República

Pessoas esclarecidas conhecem o seu direito de respirar ar puro e lutam pela sua reconquista já que alguns até isto usurparam.

O Bloco de Esquerda encetou a luta pela despoluição de Alcanena na legislatura anterior e continuará a manifestar-se e a rebelar-se contra esta desagradável e injusta situação até que no nosso concelho possamos respirar de novo.


Veja aqui Requerimento apresentado pelo BE quanto à questão da poluição em Alcanena

Carta à AUSTRA

Carta entregue pelo grupo de cidadãos "Chega de mau cheiro em Alcanena" ao Presidente da Austra e Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

INAUGURAÇÃO DA SEDE DO BLOCO DE ESQUERDA EM ALCANENA

Francisco Louçã inaugurou no passado domingo, dia 31 de Outubro, a Sede do Bloco de Esquerda em Alcanena. Na inauguração esteve também representada a Coordenação Distrital do Partido; estiveram presentes aderentes e convidados. Esta ocasião especial foi uma oportunidade de convívio, acompanhada de um pequeno beberete.
Francisco Louçã falou, como sempre, de forma clara e apelativa, abordando a actual situação crítica do país,apontando as razões, propondo alternativas e caminhos.
Baseando-se no Socialismo Democrático, o Bloco de Esquerda tem sido sempre activo na defesa dos valores da verdadeira Democracia, e propõe-se continuar essa luta. Esta nova Sede é mais um ponto de encontro, de trabalho, de partilha de pontos de vista e de tomada de iniciativas, possibilitando que se ouçam as vozes de todas as pessoas e transmitindo os seus problemas e expectativas.
Trata-se de um pequeno espaço, que representa uma grande vontade de mudança e que espera contar com a presença de todos os que partilhem os ideais de um concelho mais próspero, de uma sociedade mais justa e equilibrada, de um país realmente mais avançado.